Há mais de 40 anos o município de Canguçu conta com a mesma barragem da Rede Ferroviária para o abastecimento de água da cidade. Apesar do enorme crescimento da população de lá, até hoje nada foi feito pela Corsan (Companhia Riograndense de Saneamento) para que o sistema seja ampliado. O maior problema desta deficiência manifesta-se em períodos de estiagem, quando a barragem não é suficiente para abastecer o município. “Há também que rever o fato de o sistema estar recebendo afluentes de esgoto, por estar localizado no centro da cidade, podendo afetar a qualidade da água” afirma a deputada estadual Leila Fetter (PP).
A fim de buscar uma definição ao problema, ocorreu nesta quinta-feira (21) uma reunião entre uma comissão do executivo, legislativo, associação de bairro, associação comercial e assessores parlamentares com a direção da Corsan, representada pelo diretor de operações Jorge Acorsi, engenheiros e técnicos. A discussão ocorreu em Porto Alegre na sede da Companhia.
Em vista da dificuldade enfrentada pela população de Canguçu, que dependerá novamente das condições climáticas para garantir água a todos, Leila solicitou uma audiência com o governador do Estado, Germano Rigotto, a fim de tratar sobre o assunto já nos primeiros dias de agosto. “O município não pode mais esperar por promessas não concretizadas, é preciso resolver o problema com a maior rapidez possível”, afirma a parlamentar.
Durante a reunião foi cobrada uma atitude prática, pois até o momento a Corsan tem feito muitas promessas que não saíram do papel. A comitiva alcançou alguns resultados ontem, quando foi garantido ao prefeito Cássio Mota o compromisso da Companhia de cumprir as quatro etapas seguintes: - O desassoriamento imediato da barragem Olaria; - A definição, em 45 dias, do ponto de captação de água da nova barragem; - Licitação para as adutoras que ligarão o Arroio Pantanoso até a Unidade de Tratamento até outubro; - O início das obras da adutora e da barragem.
Prefeito e vereadores receberam as medidas com cautela, e afirmaram que, se não forem cumpridas no prazo determinado, o município ingressará na Justiça.
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