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Sociedade Convergente
Introdução
Eixos Sociais
As 5 Novas Atitudes
Funcionamento
Resultados
Principais Atores


Sociedade Convergente

   

A CONSTRUÇÃO DA CONVERGÊNCIA PARA O DESENVOLVIMENTO DO RIO GRANDE DO SUL

 

- INTRODUÇÃO

A Assembléia Legislativa tem o dever de pensar organizadamente o futuro da sociedade. Ela deve desenhar o Estado para que alguém o governe. Resta ao governo a práxis de governar. O Estado é permanente, o governo é transitório.

Além disso, o Parlamento tem entre suas obrigações fiscalizar a qualidade dos serviços públicos prestados e propor mecanismos de melhoria dos mesmos. Estar ao lado do cidadão é atuar como parceiro da sociedade e do Estado.

O parlamentar é um formulador político e é no ambiente do Parlamento que devem ser debatidas e experimentadas as melhores práticas para os cidadãos. Este é o verdadeiro papel da Assembléia Legislativa como extrato da sociedade e receptáculo de suas expectativas: olhar para a frente. Pensar o futuro. Ser um laboratório de mudanças sociais.

A Assembléia Legislativa deve trabalhar junto aos meios de comunicação as políticas exitosas, e mostrar exemplos bem-sucedidos, independentemente da coloração política. É resgatar a auto-estima da cidadania. A nossa capacidade criativa e de participação é infinitamente maior que os problemas do Estado.

A participação popular estabelece alguns pressupostos básicos, entre eles, discussão, informação, massa crítica envolvida de tal maneira que ela tenha conhecimento mínimo necessário para discutir e decidir sobre o que se fala. Sem preparar a sociedade, temos uma participação quantitativa, enquanto desejamos a participação qualitativa dos cidadãos.

Ao apresentar o Programa Sociedade Convergente, objetiva-se elevar o nível interno do debate e resgatar o verdadeiro papel da Instituição, que é o de articuladora, buscando a convergência positiva rumo ao equilíbrio social do Rio Grande do Sul.
Esta proposta vai além do sonho. Pretende construir uma nova visão de Estado e torná-la realidade através da ação de todos.


- EIXOS SOCIAIS

O principal objetivo deste projeto de gestão é devolver o Estado ao cidadão. E isto só será possível com a elevação do nível do debate interno e com a participação popular. Ao fiscalizar a prestação de serviço pelo Estado, a Assembléia Legislativa se coloca ao lado da sociedade, apontando novos rumos e novas maneiras de controle social do Estado.

O Programa Sociedade Convergente foi idealizado tendo como base o tripé:

Serviços públicos: estruturas e meios
Infra-estrutura e desenvolvimento econômico e social
Planta social e sua dignidade


Ao conjunto dos 3 eixos sociais foram associados 5 indicadores que traduzem, em ações e metas abrangentes, as prioridades sobre as quais o Rio Grande precisa se debruçar. A perspectiva é fomentar uma discussão multidisciplinar, a fim de dar sinergia às ações futuras e subsidiar as ações pública e privada na tomada de novas atitudes.
A complementaridade e a interdependência entre o desenvolvimento sócio-econômico-ambiental-cultural exigem de todos nós colocarmos ações e conhecimento a serviço da convergência de interesses.

 


- AS 5 NOVAS ATITUDES

Foram elencados 5 macroindicadores que representam os objetivos de desenvolvimento e que nortearão a pauta dos trabalhos da Assembléia Legislativa em 2008. A fim de ampliar o debate, os indicadores foram subdivididos em temas afins que poderão ser acrescidos ou retirados, conforme definição posterior, e que deverão respeitar a transversalidade do debate.

Quando falamos em desenvolvimento, estamos falando em sustentabilidade. Agimos no presente visando ao futuro. A noção de sustentabilidade contempla diversos aspectos, presentes e futuros, entre eles, físico, biológico, cultural, sócio-econômico, jurídico-institucional, político e moral. Queremos construir um Rio Grande que favoreça a promoção humana, a eqüidade social e que possua um ambiente saudável e ecologicamente correto e propenso ao desenvolvimento.

A garantia da sustentabilidade está na integração dos princípios do desenvolvimento sustentável às políticas públicas, além da reversão da perda de recursos ambientais e da melhoria da qualidade de vida das pessoas, por meio da educação, saúde, moradia, saneamento básico e trabalho.

Ao conclamar a sociedade gaúcha para a adoção das 5 NOVAS ATITUDES, a Assembléia Legislativa trabalha em prol da sustentabilidade do Rio Grande do Sul, firmando um compromisso solidário entre Sociedade, Governo e Legislativo.

1.Políticas Educacionais

O debate em torno da sustentabilidade e do controle social do Estado está vinculado à educação. Mesmo exibindo indicadores positivos nesta área em relação a outros estados federativos, o Rio Grande do Sul precisa atentar para a qualidade do seu ensino público. A evasão escolar continua a jogar nas ruas nossas crianças e adolescentes, e a inclusão digital parece ainda muito distante.
O Estado ainda registra 6,65% de analfabetos e segue as outras unidades federativas nos índices de analfabetos funcionais, que chegam a 74% da população brasileira. Logo, ele deve prover o cidadão de conhecimento e capacitação, para gerar o maior de todos os capitais, o capital social.
O coração desse sistema é o acesso aos centros irradiadores de conhecimento, de formação e, fundamentalmente, de mobilização social.

Pauta mínima:

- Garantir que crianças e adolescentes completem no mínimo o ensino fundamental
- Redução das taxas de evasão escolar
- Melhoria da qualidade de ensino nas escolas públicas
- Inclusão digital
- Capacitação profissional
- Universidades ressaltando o papel de centros irradiadores de conhecimento


2. Sustentabilidade ambiental

O debate sobre sustentabilidade ambiental contempla os princípios do desenvolvimento sustentável, entre eles, a ampliação das políticas públicas, de onde provêm o saneamento básico, a moradia digna e o uso racional dos recursos naturais. Devemos discutir o social, o ambiental e o econômico no mesmo eixo, criando alternativas de desenvolvimento social sustentável.
De um lado, realizamos esforços para a descoberta de fontes de energia limpa, e de outro, encontramos maneiras de adotarmos um uso mais eficaz para a energia elétrica. As alterações climáticas se fazem notar e colocam a biodiversidade em discussão.
Na verdade, estamos tratando do capital humano e ambiental do nosso Estado.


Pauta mínima:

- Ampliação da matriz energética
- Biodiversidade
- Uso racional dos recursos naturais
- Acesso à água potável
- Saneamento básico
- Direito à moradia
- Eficientização energética
- Qualidade urbana
- Recursos florestais, hídricos e ambientais
- Terras agricultáveis
- Alterações climáticas
- Bacias hidrográficas
- Educação Ambiental

3. Desenvolvimento econômico

O crescimento da concentração urbana nas grandes metrópoles trouxe consigo o aumento da pobreza. Mesmo com a estabilidade econômica e com a evolução das políticas sociais (LOAS-Lei Orgânica da Assistência Social, Fundef, merenda escolar, Bolsa-Escola, entre outros), a redução da pobreza continua sendo a grande chaga do desenvolvimento econômico.
Segundo estudos recentes*, 25% do total que é gasto em programas sociais seriam suficientes para erradicar a pobreza no Brasil. No Rio Grande do Sul não é diferente. Recursos aplicados corretamente melhoram a distribuição de renda e provocam a redução da pobreza.
Temos grandes desigualdades no Estado. Regiões desenvolvidas, com PIB e IDH elevados, atraindo investimentos, enquanto as mais deprimidas economicamente engordam os cinturões de miséria e não conseguem sair do círculo vicioso da pobreza.

Pensar em novos rumos para o Rio Grande do Sul inclui a modernização das nossas ferramentas, a ampliação das nossas capacidades, a busca incessante por novos investimentos e, acima de tudo, investir na melhoria da qualidade de vida das novas gerações.

Pauta mínima:

- Redução da pobreza
- Diminuição das regiões economicamente deprimidas
- Acesso ao crédito
- Matriz multimodal (aérea, rodoviária, ferroviária, hidroviária)
- Modernização do sistema produtivo
- Atração de novos investimentos
- Ampliação do acesso do jovem ao mundo do trabalho

* Barros e Foguel (2000:719) – extraído da Coleção de Estudos Temáticos sobre os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio

4.Desenvolvimento humano

O Rio Grande do Sul pode se considerar um Estado privilegiado se comparado a outros na diminuição de indicadores negativos. Apresentamos a menor taxa de mortalidade infantil do país (23,3/1000 nascidos vivos). Na Região Sul, 80,3% da população têm acesso à rede de distribuição de água potável. Porém, o Estado registra mais de 10% dos casos de câncer de mama no Brasil e já registra mais de mil casos de dengue, antes inexistentes.

O desenvolvimento humano passa pelo somatório de indicadores, desde os mais elementares até aqueles que proporcionam o crescimento individual, como a cultura e o lazer. Dar às famílias condições dignas de vida é o primeiro passo para o enfrentamento das desigualdades sociais e para a promoção da inclusão. A construção da cidadania se faz com políticas públicas integradas, para que possam ser usadas como ferramentas, de acordo com as necessidades das pessoas e não quando o Estado entende que deve disponibilizá-las.

Pauta mínima:

Promoção à saúde:
Diminuição da mortalidade infantil
Redução das taxas de câncer de mama
Prevenção à osteoporose
Erradicação e combate a doenças (como dengue, poliomielite, sarampo, entre outras)
Combate ao uso de drogas lícitas e ilícitas
Implementação das políticas públicas de atenção à saúde
Redução das desigualdades sociais
Acesso à cultura e ao lazer
Promoção da inclusão social (PPDs)
Redução do déficit habitacional

 

5.Políticas de Gestão Pública

A participação popular estabelece alguns pressupostos básicos, entre eles, pesquisa, discussão, informação, massa crítica da população envolvida, de tal maneira que ela tenha conhecimento mínimo necessário para discutir e decidir sobre o que é mais importante para a coletividade.

É preciso promover a cidadania para que o cidadão se aproprie do Estado.
Desta forma, a Assembléia Legislativa conseguirá estabelecer a conexão com a sociedade.

- Etapas propostas, como modelo simplificado, para a implementação de políticas de Gestão Pública:

Identificação do problema
Formulação de uma política de resposta
Implementação
Avaliação e/ou controle de resultados


Pauta mínima:

- Avaliação do papel do Estado na economia e na sociedade
- Governança local e regional (Boa Governança do Estado)
- Orçamento do Estado
- Causas do endividamento do Estado
- Estado necessário (redesenho do Estado)

 


- FUNCIONAMENTO

Ter metas claras e objetivos definidos garante o sucesso de qualquer projeto. Ao lançar à sociedade o mais amplo debate sobre o Estado-cidadão, é preciso que a Assembléia Legislativa e seus 55 deputados se cerquem de ferramentas e metodologias para que haja a garantia de resultados concretos à sociedade. A nova estrutura de funcionamento do Fórum Democrático é uma delas, assim como a aplicação e os monitoramentos dos indicadores contribuirão para o sucesso deste Programa. A aplicação de indicadores está relacionada a formulação, implantação e avaliação de ações. Esses devem ser simples e de fácil coleta e interpretação dos dados.

A fim de contribuir para o trabalho que será realizado pelos atores do Programa Sociedade Convergente, propõe-se, de forma resumida, a seguinte sistemática de trabalho.

Entre os 5 macroeixos propostos (Políticas Educacionais, Sustentabilidade Ambiental, Desenvolvimento Econômico, Desenvolvimento Humano e Políticas de Gestão Pública) que formam o guarda-chuva do Programa, foram sugeridos diversos subtemas de debate, que podem ser acrescidos ou retirados. Dentre esses subtemas, no mínimo 1 por macroeixo deverá ser escolhido para que se torne uma nova atitude. O debate em torno do assunto seguirá o seguinte encaminhamento dentro do Fórum Democrático:

Passo a passo:

1) Hierarquização do subtema
2) Seleção dos índices oficiais
3) Estabelecimento dos indicadores de monitoramento
4) Identificação do problema
5) Definição do cronograma
6) Desenvolvimento de políticas ou análise das já existentes em cada área
7) Formulação do relatório final
8) Encaminhamentos ao poder competente ou em forma de projeto de lei
9) Controle do processo

Além da sistemática apresentada acima, sugerem-se outros canais de participação e mecanismos de aferição, junto ao Fórum Democrático e à Assembléia Legislativa, que contribuirão para o atingimento dos resultados esperados para o Programa:

Criação da Central de Atendimento ao Cidadão, para facilitar o acesso daqueles que desejam apresentar sugestões e reclamações quanto à prestação de serviços públicos, encaminhando-as para providências junto aos órgãos responsáveis.
Realização periódica de pesquisa de opinião junto à população, para avaliar a qualidade dos serviços públicos prestados pelo Estado.
Elaboração dos indicadores e monitoramento da evolução dos serviços públicos já existentes.

 

- RESULTADOS

Em síntese, o Programa Sociedade Convergente busca transformar um sonho em realidade. A visão de um Estado melhor é possível se deixarmos de lado as poucas divergências para efetivamente trabalharmos pelo bem comum. Mesmo com um histórico singular de participação popular, os gaúchos precisam exercitar a convergência. Será por seu intermédio que iremos desenhar um Rio Grande do Sul com mais Igualdade, Sustentabilidade, Cidadania e com melhor Qualidade de vida para todos.

- PRINCIPAIS ATORES

Todos os setores estão conclamados a participar. Efetivamente, esse novo projeto de Governança está apoiado na organização associativa e participativa da sociedade gaúcha e nas instituições e fóruns privilegiados de discussão já existentes.

  • Instituições Federativas
  • Coredes
  • Universidades
  • Sociedade civil organizada

 

 
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