| Avanço tecnológico na Consulta Popular.
Projetos de tecnologia devem absorver R$ 6,7 milhões nas 24 regiões gaúchas
O avanço tecnológico regional do Rio Grande do Sul estará entre as prioridades pela Consulta Popular. Quem garante é o vice-governador Antonio Hohlfeldt, que lançou ontem, no Palácio Piratini, o edital de 2005, estabelecendo as regras do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Científico-Tecnológico Regional. A finalidade é garantir apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul para a execução de projetos de tecnologia nas 24 regiões gaúchas, com cobertura financeira de R$ 6,7 milhões da Consulta Popular. As áreas beneficiadas são turismo, agroindústria, sistemas locais de produção, indústria e meio ambiente.
Nosso sempre ministro
Depois de décadas ocupando cargos importantes nos governos militares e no governo Fernando Henrique Cardoso, representando os partidos antecessores do PP, o ex-ministro Pratini de Moraes decidiu afastar-se das pessoas que sempre o apoiaram por sua competência. A contribuição eleitoral para o partido foi praticamente nula. Não conseguiu eleger-se deputado federal pelo Vale do Sinos, onde manda e não pede.
Murmúrios de ingratidão
Pratini de Moraes admite concorrer em 2006, mas não pelo PP. Descobriu que o partido tem corruptos em Brasília. E parece que os tem, mesmo. Como tinha à época de Paulo Maluf, quando Pratini, gaúcho respeitado no Brasil e fora dele, foi ministro mais de uma vez. Na Assembléia Legislativa, ouvia-se murmurar a palavra ingratidão. Não deve ter sido diferente na sede do partido, que ele gostava de visitar, quando estava ministro. Se concorrer, Pratini certamente fará um caminhão de votos.
No TRE
A desembargadora federal Silvia Goraieb, do TRF (Tribunal Regional Federal) da 4ª Região, foi eleita para atuar no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Rio Grande do Sul na vaga reservada a membro do TRF. A magistrada vai compor a corte eleitoral nos próximos dois anos, tendo como suplente a desembargadora federal Marga Barth Tessler.
Corrupção e medo do futuro
O economista gaúcho Gustavo Grisa ( www.gustavogrisa.com.br), radicado em Brasília, escreve interessante artigo sobre o cenário brasileiro: “A cada episódio de detecção de ‘mega-esquemas’ de corrupção, como aconteceu nas investigações durante o governo Collor, na questão dos ‘anões’ do Orçamento e, agora, com o ‘imbróglio’ dos Correios e repercussões laterais, ocorre um sentimento de ‘ressaca cívica’ às avessas, que vem invariavelmente acompanhado de comentários do tipo ‘esse país não tem jeito’, ‘todos os políticos são desonestos’ e ‘não vale a pena ser honesto e trabalhador nesse país’. A despeito dessas interjeições, a grande maioria dos brasileiros terá que seguir vivendo nesse país que ‘não tem jeito’, dependendo de uma democracia com políticos ‘desonestos’ e procurando trabalhar e ser honesto, até porque a esmagadora maioria não sabe fazer outra coisa”.
Obstáculos intransponíveis “Obstáculos intransponíveis já tivemos outros no passado, como a hiperinflação, e essa terminou como um desafio vencido por um país que se organizou minimamente para tanto; da mesma forma, avançamos muito em campos como telecomunicações e informática, apesar dos pesares. Em meados da década de 1990, o Brasil deixou de ser ‘risco’ diante dos grandes mercados internacionais e iniciou uma presença internacional organizada. No nosso dia-a-dia, parecemos ter, sim, dois grandes obstáculos, hoje tidos como instransponíveis: um é a questão da vulnerabilidade dos direitos do indivíduo, com a violência urbana e desaparelhamento da segurança pública e o desrespeito à essa mesma individualidade e cidadania por detentores da representação política e pública que avançam além dos seus limites. Muitos deles são representantes de um Brasil antigo, com mentalidade paroquial ou concepção atrasada de mundo. Esse obstáculo será também aos poucos removido, se houver esforços para se vencer o segundo: a muralha da péssima educação a que temos acesso.”
Medo do futuro “Dos três obstáculos de consenso, o último e mais difícil de aceitar é o sintoma de ‘medo do futuro’ que toma conta dos brasileiros mais jovens nos últimos anos. A ‘indústria’ de concursos públicos sobrepõe-se largamente aos empreendedores, aumenta a aspiração por viver em outro país, a tentação de não encarar os desafios de frente. É difícil desenvolver-se uma fase fundamental da vida numa conjuntura de achatamento da massa salarial e choque de realidades no mercado de trabalho, enquanto as instituições perdem credibilidade. Mas essa energia tem que ser canalizada para a construção de um futuro sem ranços, mais aberto, pragmático e menos propenso a ilusões. Do caso contrário, o que se terá é uma cópia mal-acabada do passado, tão somente.... e a repetição sistemática dos mesmos chavões, o distanciamento do cidadão médio da vida pública, um processo em que nem sempre saímos fortalecidos.”
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