São atingidos empresas de 23 municípios da região coureiro calçadista elevando o número de demissões de trabalhadores, que podem chegar a vinte mil no Estado
O deputado João Fischer, o Fixinha (PP), levantou dados que apontam que a perda atual do setor no País é de cerca de R$ 54 milhões ao mês. O Rio Grande do Sul responde por cerca de 70% das exportações de calçados o que significa, segundo o deputado, que "no Estado perdemos perdemos R$ 1,8 milhão por dia, o que inviabiliza as empresas diretamente atingidas".
O cálculo tem por base receitas de maio de 2004, no valor de 127 milhões de dólares, e de maio de 2005, um total de 142 milhões de dólares, mas tem que ser levada em conta a diferença cambial entre um ano e outro. A média de dólar em 2004 era de R$ 3,10, que multiplicado pelos 127 milhões de dólares representa quase R$ 394 milhões. Hoje, estimando o dólar a R$ 2,40, a soma é de R$ 340 milhões, R$ 54 milhões a menos em um único mês.
Como conseqüência desta situação, segundo informações das entidades de trabalhadores, foram demitidos 10.707 trabalhadores com 31 empresas fechadas. Deste total, 3.800 demitidos são de Sapiranga, Nova Hartz e Araricá. Entretanto, já existem cálculos apontando que os desempregados no Estado já rondam a casa dos vinte mil. Dez por cento das demissões são consideradas normais, mas o resto é resultado da crise. Somente os desligamentos de funcionários com mais de um ano de empresa são registrados nos sindicatos.
João Fischer prevê que " o setor de calçados somente sairá da crise com a redução dos juros, proporcionando estímulo ao consumo interno e reduzindo o capital especulativo. Com a redução dos juros o dólar vai subir". Outra providencia importante é a desoneração dos impostos federais sobre as exportações e a liberação de créditos federais retidos do IPI, PIS e Cofins.
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