CPI DOS COMBUSTÍVEIS
Acareação entre quatro testemunhas-chave foi transferida para quarta-feira
Stella Máris Valenzuela | PT - 19:08 - 13/03/2006

Gravações telefônicas desmentem informações prestadas por depoentes

A acareação na CPI dos Combustíveis da Assembléia Legislativa prevista para a tarde desta segunda-feira (13) foi transferida para às 18h da próxima quarta-feira (15), no Plenarinho da Casa. Os parlamentares tomaram esta decisão porque os trabalhos ficaram prejudicados devido à ausência de uma das quatro testemunhas e à desistência de outra. A acareação seria entre Humberto Della Pasqua, secretário substituto da Secretaria Especial da Habitação e Desenvolvimento Urbano; o empresário Luís Roglio, da empresa Roglio; Luiz Giani, gerente financeiro da empresa Roglio e uma quarta pessoa que falaria em sigilo por estar protegida pela Justiça. Esta não foi encontrada e Luiz Giani deixou o Parlamento Estadual alegando atraso dos parlamentares em colher o seu depoimento. "Vamos usar todos os meios legais para garantir esta acareação na próxima quarta-feira", frisou o vice-presidente da CPI, deputado Fabiano Pereira (PT). O parlamentar também adiantou que quem não comparecer sofrerá as devidas sanções.

Conversas telefônicas
A sessão da CPI iniciou às 14h e foi mantida a portas fechadas até às 18h. Durante toda tarde, os deputados ouviram as gravações de conversas telefônicas entre as quatros pessoas intimadas a depor. Os integrantes da CPI só tiveram acesso a estas falas após a quebra do sigilo telefônico feita pela Operação Estradeira, do Ministério Público. De 30 mil ligações telefônicas, o deputado Fabiano Pereira selecionou 26. Estes diálogos são fundamentais para instrumentalizar os deputados na acareação, porque as conversas desmentem afirmações de testemunhas e dão conta de um esquema de corrupção intermediado pelo secretário Della Pasqua, o qual visava a instalação de uma distribuidora de álcool no Rio Grande do Sul - a Sercom, que faria parceria com a empresa Roglio.

Segundo os deputados Fabiano Pereira e Edson Portilho, o trabalho desta tarde foi oportuno porque os parlamentares se apropriaram de informações relevantes. "Há provas que poderão ser apuradas", sintetizam os petistas. Os integrantes da CPI também mantiveram o convite aprovado por unanimidade, na quarta-feira passada (8), para que o secretário Alceu Moreira, da Secretaria Especial da Habitação e Desenvolvimento Urbano, esclareça eventuais ilicitudes cometidas por empresas distribuidoras de combustíveis junto à Secretaria da Fazenda.

O trabalho dos deputados está premido pelo tempo. De acordo com o Regimento Interno da Assembléia Legislativa, o prazo de funcionamento da CPI dos Combustíveis expira no dia 24 de março. Antes, porém, é preciso elaborar o relatório e publicá-lo no Diário Oficial 48 horas antes da votação do documento final. Os parlamentares usarão de todos os recursos legais para assegurar a acareação da próxima quarta-feira.

© Agência de Notícias
Reprodução autorizada mediante citação da Agência de Notícias ALRS.
© Agência de Notícias
As matérias assinadas pelos partidos políticos são de inteira responsabilidade dos coordenadores de imprensa das bancadas da Assembleia Legislativa. A Agência de Notícias não responde pelo conteúdo das mesmas.
Versão de Impressão
PESQUISA DE NOTÍCIAS
Termo
Período
   


TV Assembleia

Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul - Praça Marechal Deodoro, 101 - Porto Alegre/RS - Cep 90010-300 - PABX (51) 3210.2000
Horário de atendimento: das 08:30 às 18:30