SUBCOMISSÃO DO USO DA ÁGUA
Subcomissão debate questões que envolvem uso da água na agricultura
Luiz Osellame - MTE 9500 | Agência de Notícias - 17:15 - 27/04/2015 - Edição: Sheyla Scardoelli - MTE 6727 - Foto: Luiz Morem
A Subcomissão do Uso Consciente e Estratégico da Água na Agricultura, relatada pelo deputado Sérgio Turra (PP) e vinculada à Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo, reuniu-se na tarde desta segunda-feira (27) para ouvir entidades da sociedade gaúcha.
 
Turra avaliou positivamente o encontro e destacou a importância de ouvir as entidades com suas críticas e sugestões para a confecção do relatório final da subcomissão. "Este é um tema que está acima de qualquer individualidade e que interessa a todos nós enquanto sociedade. Então, nada melhor do que ouvirmos todas as entidades ligadas aos mais diferentes setores da economia e da vida gaúcha para que a gente possa efetivamente formular um relatório e apresentar um trabalho que tenha ouvido a todos e que veja o que é melhor para os gaúchos", salientou.
 
A deputada Zilá Breitenbach (PSDB) relatou sua participação no encontro da União dos parlamentares do Mercosul (UPM), realizado em Chapecó (SC) e que também tratou da gestão da água pelos países do bloco. Ele recordou que em 2010 os integrantes do Mercosul assinaram um protocolo para a utilização compartilhada do aquífero Guarani
 
Para a parlamentar, é necessário discutir com maior profundidade a questão do armazenamento da água, que para ela não pode ser privatizada.
 
Manifestações de entidades
Alexandre Schaeffer, representante da Fetag destacou que no estado 370 mil famílias de agricultores familiares utilizam a água no seu dia-a-dia para consumo e para a produção. Ele defendeu a implementação de políticas públicas que garantam segurança hídrica para as comunidades.O representante da Fetag defendeu o pagamento por serviços ambientais e o armazenamento de água como forma de garantir que não falte este insumo básico para a vida das populações.
 
João Augusto Teles, representante da Farsul e do Clube da Irrigação, salientou que 97% da água utilizada na irrigação retorna ao ambiente. Para ele, o problema não é a falta de água, mas a falta de estrutura adequada para abastecer as comunidades, ressaltando que a produção agrícola não é o vilão do consumo de água. Ele também defendeu a necessidade de se avançar com o processo de armazenamento, que possibilitará enfrentar os períodos de estiagem.
 
Ivo Lessa, da Farsul, destacou a eficiência da irrigação para o aumento da produtividade, mas alertou que o processo necessita de energia de qualidade para girar os motores que bombeiam a água para as lavouras. Ele defendeu a necessidade de se efetivar o monitoramento hídrico no estado, que poderia ser feito em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
 
O representante da Famurs, Ismael Horbach, consoderou que para fazer irrigação é necessário  um fornecimento de energia continuado e de qualidade. Ele sugeriu que o parque de Exposições Assis Brasil implemente um sistema de captação de água da chuva e sirva de exemplo para a sociedade gaúcha.
 
Luiz Barros, representante da Casa Civil do governo estadual, defendeu o mapeamento da situação do fornecimento de energia elétrica e a situação dos recursos hídricos no estado, para que se estabeleça um planejamento estratégico capaz de enfrentar os gargalos existentes. Ele também citou como exemplo de armazenamento de água, e que poderia ser utilizado no estado, a experiência usada no sertão pernambucano com o armazenamento subterrâneo das águas.
 
O ex-secretário municipal do Meio Ambiente de Porto Alegre, Beto Moesch,  destacou que diferentemente de outros estados da Federação, no Rio Grande do Sul toda a legislação ambiental estadual foi aprovada por unanimidade na Assembleia Legislativa, mas ainda é necessário trabalhar para estruturar a sua regulamentação. Ele defendeu a implantação do pagamento por serviços ambientais,  já previsto na legislação, como forma de preservar os mananciais e oferecer água de qualidade para consumo humano. Moesch também defendeu o reuso da água, tanto na zona rural quanto nas áreas urbanas.
 
O vereador de Garibaldi, Leandro Roque Delazeri (PP), alertou que o município está na iminência de sofrer falta d água nos próximos anos se nada for feito para o tratamento do esgoto. Ele cobrou mais incentivos para que os produtores rurais utilizem o armazenamento da água da chuva para a produção e para que permaneçam morando e produzindo no campo.  
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