COMUNICAÇÕES
Pronunciamentos na tribuna nesta quinta-feira
Marinella Peruzzo* - MTE 8764 | Agência de Notícias - 17:00 - 14/03/2019 - Edição: Sheyla Scardoelli - MTE 6727 - Foto: Guerreiro
Deputados fizeram minuto de silêncio pelas vítimas da escola de Suzano
Deputados fizeram minuto de silêncio pelas vítimas da escola de Suzano
Confira o resumo dos pronunciamentos dos deputados durante o período das Comunicações da sessão plenária do Parlamento gaúcho desta quinta-feira (14). A íntegra das manifestações pode ser ouvida no endereço www.al.rs.gov.br/legislativo, em áudios das sessões.  

Ruy Irigaray (PSL) prestou solidariedade às famílias das vítimas de Suzano, citando o nome de cada uma delas. Disse que há 17 anos ocorre "esse tipo de ataque terrorista" nas escolas, em todo o Brasil, e indagou sobre o que foi feito até hoje para mudar esse cenário. Questionou também por que não se tinha seguranças armados nas escolas públicas e privadas para defender a vida das crianças. Chamou de "canalhas, mil vezes canalhas" os que colocam a culpa nas armas. "As armas são instrumento de defesa do cidadão de bem", defendeu. Disse que não se fala sobre o fechamento das fronteiras e criticou o que chamou de discursos vazios e populistas. "Se tivesse um vigilante armado na porta daquela escola, talvez o desfecho do caso fosse outro", avaliou. Ao final, sugeriu um minuto de silêncio pelas vítimas, no que foi atendido.

Mateus Wesp (PSDB) ressaltou a importância da Expodireto, maior feira do agronegócio da América Latina, que ocorre na cidade de Não-Me-Toque, a 65 quilômetros de Passo Fundo. Conforme o parlamentar, o agronegócio é responsável por 40% do PIB gaúcho e 30% do PIB brasileiro, isto é, R$ 6 trilhões. Defendendo investimentos em pesquisa e tecnologia, disse que o país teria, por meio do agronegócio, uma relevância cada vez maior no cenário econômico mundial.  Saudou o anúncio do governador Eduardo Leite e do vice-presidente da República Hamilton Mourão sobre investimentos na rodovia que liga Carazinho e Não-Me-Toque. Pediu que todos os que tiverem a oportunidade de visitarem a feira, o façam.

Sérgio Turra (PP) disse que neste dia seria impossível, como pai, não manifestar sua tristeza e emoção em razão da tragédia de Suzano, em São Paulo. “Expresso a solidariedade da nossa bancada àquelas famílias que, de forma terrível, perderam pessoas, em especial os jovens que foram mortos. O país assistiu, atônito, a mais um episódio de violência, algo que assola o país”, ponderou. De outra parte, registrou seu repúdio aos “abutres de plantão que se utilizaram do episódio para trazer à tona, outra vez, um debate ideológico acerca do desarmamento. Ora, aquele foi um ato terrorista, sim, com aquelas pessoas, assassinas, agindo com premeditação e frieza, como acontece mundo afora. Foram cruéis, e não atacaram só aquele colégio, mas a sociedade brasileira como um todo”. Para ele, a questão vai além de qualquer lei, sobre desarmamento, por exemplo. “É uma situação de deformação de caráter, e a crueldade do acontecido não pode ser minimizada, ou reduzida. O problema transcende o atual governo e é preciso deixar a hipocrisia de lado”, analisou.

Zilá Breitenbach (PSDB) igualmente mencionou o episódio de São Paulo. “Na tarde passada (13), registramos, neste plenário, homenagens, justas, às mulheres. No entanto, não foi possível deixar a tristeza de lado, em razão daquele acontecido. Uma tragédia”, resumiu, perguntando, a seguir, como se trabalha esta situação. “Jovens premeditaram, e executaram, um crime bárbaro, com extrema violência”, acrescentou Zilá. Lembrou que tem lei aprovada faltando a regulamentação por parte do Executivo criando a Ouvidoria da Criança e do Adolescente e observou que segue, em Três Passos, o julgamento do Caso Bernardo, “menino morto de forma cruel e que perambulava pela cidade sem ser ouvido. Até no Fórum esteve. Assim, além dos Conselhos Tutelares teríamos este outro mecanismo de defesa, por certo evitando sofrimento e mortes”, sublinhou. Citou, igualmente, outra proposta de sua autoria que protege professores em sala de aula. “Muitos profissionais deixam a função em decorrência do desrespeito e agressões, resultado da desconstituição de valores. Com medo, estes docentes deixam de atuar, algo inconcebível”, frisou.

Sebastião Melo (MDB) disse que era solidário com as manifestações dos deputados Turra e Zilá. “O mundo evoluiu em inúmeros aspectos, mas retrocedeu, com certeza, nas relações humanas”, sintetizou, apontando que, hoje (14), toda a nação estava entristecida. De outra parte, informou que acontecerá, no dia 27 de março, no Plenarinho da Casa, audiência pública para debater a questão das novas placas, que passaram a ser obrigatórias nos veículos do RS. “Temos que fazer algumas reflexões e considerações. Não se pode aceitar, de forma tranquila, que o par de placas tenha passado de R$ 110,00 para R$ 270,00. Alguém vai ter que explicar, até porque me cheira a algo muito ruim”, ressaltou. Igualmente quer saber, continuou, a razão da não existência de chip, como prometido, impossibilitando a identificação. “Também não há referência ao município, como antes, um convite à bandidagem e à clonagem”, advertiu. Pior, emendou: “não há integração de dados no âmbito do Mercosul. Além disso, antes, eram 600 estamparias no RS, numa concorrência natural. Agora, por decisão de Brasília, poucas empresas, multinacionais, administração a situação. Vamos à Capital federal, na quarta-feira, dia 20, para reunião com o ministro dos Transportes, às 17h, quando vamos colher subsídios à reunião do dia 27”, anunciou. Em outro tema, disse que buscará explicação para o aumento, em um ano, de 150%, na tarifa do Trensurb, lamentando, igualmente, a elevação das passagens de ônibus e lotações em Porto Alegre. “Vai no caminho oposto da qualificação do transporte público e para desafogar as vias”.

Capitão Macedo (PSL) disse que subia à tribuna para tratar da preocupação que atinge as empresas que trabalham com desmanche veicular. “Não aquelas picadoras e retalhadoras de veículos, mas sim as regulares, que pagam imposto e querem a fiscalização”, esclareceu. Ocorre, narrou, que, de uma hora para outra, decisões do Detran impõem que estas organizações deixem de vender estas ou aquelas peças, numa proibição que desestrutura a empresa que fez estoques e se preparou para vender. "Quem paga este prejuízo?”, questionou, solicitando que as autoridades olhem com atenção para o problema.

Tiago Simon (MDB) também tratou do ocorrido em Suzano. “Um episódio terrível. O nosso pesar e nossa indignação. A sociedade não suporta mais eventos como este, recheados de crueldade e executados em ambientes sagrados para o desenvolvimento das pessoas, como escolas. Para quem é pai, é algo insuportável”, sintetizou, lembrando a angústia e a apreensão dos responsáveis pelos alunos. “Só resta a oração”, lamentou. Para ele, o acontecido não se restringe àquele fato apenas, mas abarca algo maior, que é a desintegração de uma geração, que perdeu valores fundamentais, "especialmente no momento que há união por um pacto de morte. Infelizmente, o ambiente escolar tornou-se exemplo, também, de violência e tráfico de drogas”. Ainda segundo Tiago Simon, esta desintegração fica evidente quando três pilares de uma sociedade são atacados: família, escola e religião. “São instituições formadoras do caráter que, quando abaladas, desregulam a sociedade como um todo”, concluiu.

Sérgio Turra (PP) falou do prestígio alcançado pela Cotrijal, referindo a presença de autoridades nesta edição, como a do vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, e homenagem recebida por seu pai, Francisco Turra. Disse que seria "chover no molhado" falar apenas dos negócios desenvolvidos na feira e que o evento também era importante pelos debates que acolheu ao longo dos anos, como quando tratou dos transgênicos, por exemplo. Disse que os grandes temas deste ano tiveram a participação do parlamento gaúcho e que um desses temas foi a pirataria, o contrabando e o roubo de defensivos agrícolas. Ele saudou a presença do vice-governador do Estado, Ranolfo Vieira Júnior, neste debate e reconheceu a importância da integração entre as instituições e setores ligados ao agronegócio.

Sebastião Melo (MDB) comunicou que iria a Charqueadas para audiência pública, às 16h30, sobre o EIA-RIMA para empreendimento da Copel que visa transformar carvão em gás natural. Contou que, como vice-prefeito de Porto Alegre, havia conhecido os órgãos ambientais e tinha por eles profundo respeito. Disse ter certeza de que se o empreendimento atendesse aos requisitos seria liberado. Relacionou o tema à possível privatização da Sulgás, uma empresa que, segundo ele, vinha crescendo enormemente porque cada vez mais as pessoas queriam ter o gás encanado em suas casas. Disse que era preciso ser técnico e evitar o "licenciamento de papel".

Issur Koch (PP) leu ofício recebido da Associação dos Bombeiros do Estado do Rio Grande do Sul (ABERGS), solicitando apoio para a convocação de 300 candidatos aprovados no último concurso para soldado bombeiro militar, bem como os excedentes aprovados, com o objetivo de suprir o efetivo do CBMRS, que hoje se encontra com déficit de aproximadamente 860 soldados. Disse que era imensa a demanda por esses profissionais e fez um apelo para que se desse atenção à reivindicação. O parlamentar também usou a tribuna para alertar para as péssimas condições da BR 101 no trecho de Torres a Osório. Disse que recentemente, ao retornar de Santa Catarina, verificou a diferença da estrada em um estado e outro. Do Mampituba para cima, encontrou uma estrada iluminada, sinalizada, com tachões, enquanto que no Rio Grande do Sul a situação era oposta: não havia iluminação, sinalização ou pintura no solo. Comunicou que estava fazendo um levantamento  do número de acidentes no trecho referido e disse que não era possível, a seu ver, uma disparidade tão grande.

* Colaboração de Celso Bender

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