GRANDE EXPEDIENTE
Em Grande Expediente, Fábio Ostermann defende reformas e apresenta dinâmica de seu mandato
Francis Maia - MTE 5130 | Agência de Notícias - 18:00 - 14/03/2019 - Edição: Sheyla Scardoelli - MTE 6727 - Foto: Guerreiro
O Grande Expediente desta quinta-feira (14) foi utilizado pelo deputado Fábio Ostermann (NOVO) para apresentar sua plataforma de atuação na Assembleia Legislativa, diante da provocação “O Rio Grande do Sul tem jeito?”, lema da sua campanha eleitoral. Crítico dos ícones históricos rio-grandenses mas defensor do Poder Legislativo como fundamento da democracia, o parlamentar registrou sua confiança no futuro do Estado mediante o enxugamento da máquina pública e o direcionamento de uma reforma ampla e estrutural.

O deputado Fábio Ostermann adiantou que não questiona, mas assegura, que o Rio Grande do Sul tem jeito, emoldurado “nos seus 281 mil quilômetros quadrados que abrigam os 497 municípios, suas riquezas econômicas, culturais e históricas, e seu capital social”. Mas ponderou que, nos últimos anos, as façanhas gloriosas cantadas no Hino Rio-grandense “não servem de modelo nem aos nossos vizinhos, que dirá a toda a terra”. Eleito com 48.897 votos em 427 municípios, teve a oportunidade de conhecer as regiões do Estado, a população e seus desafios, de onde recolheu a convicção de que “sim, o RS tem jeito, mas não no caminho que está sendo trilhado”.
 
Disse que está desafiado pela construção da “paz, liberdade e prosperidade”, conceitos que têm sido tomados do povo aos poucos, apesar de suas virtudes e bravuras, citando novamente o hino composto por Francisco Pinto da Fontoura. “Nossas virtudes não caem do céu, não brotam da terra, são forjadas no dia-dia, pelas nossas palavras e ações”, afirmou, valendo-se do exemplo da ex-primeira ministra britânica, Margareth Thatcher ao questionar “pensamentos, palavras, ações e hábitos que têm formado o caráter político do nosso povo, das nossas instituições, do nosso estado”.
 
Simbologia de valores
Com essa inspiração, o deputado contou que nas últimas semanas esteve em visita às dependências do Palácio Farroupilha e do Memorial do Legislativo, este último abrigado na mais antiga construção colonial de Porto Alegre, e deparou-se com quadro de Getúlio Vargas. “Isso não poderia ser mais simbólico da confusão de valores e percepção histórica que o estado atravessa”. Isso porque Vargas, conforme Ostermann, além de ex-deputado, ex-governador e ex-presidente, “é um ex-ditador, a pessoa que instituiu o Estado Novo, inspirado em Hitler e Mussolini”, referindo a perseguição empreendida pelo gaúcho de São Borja aos alemães e italianos vindos para cá, proibidos nesse período de falarem seus idiomas, apontando também o fechamento dos parlamentos Brasil afora e a tentativa de extinguir a Federação.
 
“Se andarmos por outras dependências da Casa, vamos encontrar outros símbolos horrendos e indignos de estarem aqui ocupando este espaço tão fundamental de defesa das nossas liberdades, que é o Poder Legislativo”, afirmou o deputado do NOVO, para quem “o Legislativo é o poder político que fundamenta a própria democracia, antes da emergência da sua instituição não existia nenhum resquício de democracia, o que existia era arbítrio, opressão, autoritarismo”, defendendo a independência e autonomia do poder. Fábio Ostermann considerou um erro homenagear aqueles que na sua vida política se dedicaram a atentar contra a integridade do Legislativo, equívoco que o parlamentar estende também ao caso de homenagem aos presidentes da ditadura militar.
 
Para o deputado, “um povo que ignora a sua história e se deixa levar pela propaganda oficial, como infelizmente é o caso muitas vezes do Brasil, um povo assim está condenado a repetir a sua triste história”. Isso deve ser evitado no Rio Grande do Sul, ponderou Ostermann, “precisamos enfrentar, combater e deixar para trás esses símbolos do nosso passado, que representam na prática uma ode ao atraso”, citando Getúlio Vargas, Júlio de Castilhos e Borges de Medeiros, “merecem a devida menção no rol de arautos do atraso e do autoritarismo que ainda insiste em pautar boa parte dos debates públicos no estado”.
 
Reformas radicais
Ele compartilha do que sugere o economista, filósofo e jurista austríaco Friedrich August von Hayek no Caminho da Servidão, “precisamos tomar o caminho da liberdade, precisamos reformar o estado no sentido amplo, não só as instituições, mas nos engajarmos na batalha em defesa de uma cultura de liberdade”. Sobre as reformas, defende a privatização das estatais e ao governador Eduardo Leite pediu o enxugamento do organograma do Estado, “enxugue as atribuições, funções e cargos das 23 secretarias, é excessivo, irracional”. Pediu a extinção das secretarias “em nome da nossa paz, liberdade e prosperidade”, sugerindo também enxugar os imóveis de propriedade do estado, e colocou à disposição do governador a estrutura da bancada do NOVO na Assembleia Legislativa para auxiliar nesse trabalho de reestruturação. Ele defende os servidores públicos, mas sem o domínio das pautas corporativistas, avisou.
 
Otimista, encerrou o discurso dizendo que “o RS tem jeito, a resposta está em nossas mãos, em escolhermos o caminho da liberdade em detrimento do caminho da servidão, do atraso, do autoritarismo, seja de esquerda ou direita”.
 
Ostermann apresentou da tribuna algumas dinâmicas do seu mandato, como a utilização de aplicativo que permitirá acompanhar votações, gastos do gabinete, enviar proposições de leis, dúvidas e sugestões; o projeto Mandato na Praça, que levará debates para as praças das cidades, iniciativa que terá início hoje, na Praça da Matriz. Outra ação do mandato contempla a realização de visitas guiadas pelo Palácio Farroupilha, realizada logo após o encerramento do Grande Expediente.
 
Apartes
Do plenário, manifestaram-se os deputados Issur Koch (PP), Sebastião Melo (MDB); Matheus Wesp (PSDB); Giuseppe Riesgo (NOVO); Tenente Coronel Zucco (PSL); e Rodrigo Maroni (PODE).
© Agência de Notícias
Reprodução autorizada mediante citação da Agência de Notícias ALRS.
© Agência de Notícias
As matérias assinadas pelos partidos políticos são de inteira responsabilidade dos coordenadores de imprensa das bancadas da Assembleia Legislativa. A Agência de Notícias não responde pelo conteúdo das mesmas.
Versão de Impressão
Sessão Plenária

PESQUISA DE NOTÍCIAS
Termo
Período
   


TV Assembleia

Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul
Praça Marechal Deodoro, 101 - Porto Alegre/RS - Cep 90010-300 - PABX (51) 3210.2000

Horário de atendimento: das 08:30 às 18:30