COMISSÃO ESPECIAL
Comissão do Câncer Infantil vai a Caxias do Sul
Luciano Medina Martins - MTE12262 | DEM - 17:47 - 29/11/2019 - Foto: Victor Silveira
Deputados visitam o maior centro de oncologia infantil da região da serra gaúcha
Deputados visitam o maior centro de oncologia infantil da região da serra gaúcha

Na última quinta-feira, dia 28 de novembro, a comitiva de parlamentares da Comissão Especial do Câncer Infantil e Adolescente do RS realizou a visita técnica ao Hospital Geral de Caxias do Sul (HGCXS). A comitiva foi recebida pelo diretor geral do hospital, Sandro de Freitas Junqueira, que conduziu a apresentação da instituição. Também compuseram o grupo que recebeu a comitiva a Dra. Rita Costamilan (oncologista), Dra. Kárita Corbellini (oncologista pediátrica), Dra. Ana Cláudia Segatto (oncologista), Enf. Lucélia de Campos de Barros (coordenadora da enfermagem), a secretaria municipal da saúde foi representada pela coordenadora da atenção básica Adriane Marin Alessi Borella. Assistiram a apresentação junto com a comitiva os representantes de Caxias do Sul do DEM e do PSB, entre eles Francisco Espirandello, que foi secretário de obras do município de Caxias do Sul no período da construção dos prédios principais do Hospital Geral.

A apresentação inicial dos números do HGCXS feitas por Sandro Junqueira mostrou um hospital que se consolida como centro de referência em oncologia pediátrica e adulta. Na quarta-feira (27), dia anterior a visita da comitiva, aconteceu a solenidade de entrega de novos equipamentos comprados pelo Hospital Geral (HG) para a área de diagnóstico e tratamento do câncer. O investimento de R$ 4,5 milhões foi viabilizado por meio do Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronacon), que permite a empresas e pessoas físicas destinarem parte do Imposto de Renda para auxiliar instituições que atuem nesta área. Os recursos liberados são referentes ao ano passado.

Entre as aquisições está um aparelho de hemodinâmica, usado para procedimentos cardíacos, especialmente para pacientes com câncer que precisam de avaliações e intervenções no coração. O investimento foi de R$ 2 milhões. O HG já conta com um equipamento deste tipo e, conforme a direção, o novo irá qualificar os atendimentos, já que serve como garantia para que o serviço não falhe. O Unacom ocupa uma área construída de 3314 metros quadrados. "A oncologia é nosso principal carro-chefe no HGCXS hoje" frisou Junqueira. "Em 2014 quando começamos a radio terapia haviam 160 pacientes em fila de espera, hoje não temos mais nenhum paciente em fila de espera" completou o diretor. "Somos o oitavo hospital que mais produz atendimento pelos SUS, somos o terceiro hospital do interior do Estado que mais produz internação em média e alta complexidade."

Uma dos esforços destacados pelo diretor geral foi o de humanização no atendimento aos pacientes oncológicos e na projeto, já elaborado e cujo custo sem mobiliário está na faixa de 150 mil reais, para a expansão das alas que atendem aos pacientes de câncer infantil. "Somos certificados como Amigo da Criança e temos nível 3 de especialidade em oncologia infantil" lembrou Junqueira.

Um dos questionamentos dos membros da Comissão Especial do Câncer Infantil e Adolescente no RS foi o de saber se haviam pacientes infanto-juvenis represados em hospitais com oncologia adulta que estão na região de atuação do HGCXS. A Dra. Rita Costamilan destacou que existem "3 a 4 pacientes novos por mês para a onco pediatria", ela considera o número ainda baixo para a região "possivelmente poderíamos aumentar esse número para pacientes na região, foram 23 pacientes infantis atendidos em 2019". "O que temos notado é que as vezes pacientes pediátricos acabam sendo atendidos em Cacons para adultos" lembrou a deputada Franciane Bayer. "O único serviço, em toda a região, 49 municípios que capacitado para emitir uma PAC para o tratamento infantil quimioterápico é o nosso, no HGCXS" explicou Dra. Ana Cláudia Segatto (oncologista). "O que temos visto, infelizmente, nas visitas aos centros de referência, é que os 7 centros no RS realmente atendem a maioria, mas existe uma grande grupo, principalmente entre adolescentes, que acabam ficando represados nestes centros de tratamento de adultos. Que não são apropriados para atender adolescentes, pois o câncer do infantil é completamente diferente do câncer adulto" afirmou o presidente da comissão, deputado Dr. Thiago.

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