JUNTOS PARA RECOMEÇAR
Mourão revela otimismo na superação da crise e fala em sustentabilidade ambiental para pós-pandemia
Francis Maia - MTE 5130 | Agência de Notícias - 13:00 - 31/07/2020 - Foto: Reprodução / ALRS
Seminário foi transmitido ao vivo pela TV e redes sociais da AL
Seminário foi transmitido ao vivo pela TV e redes sociais da AL
O vice-presidente da República, General Hamilton Mourão, palestrante da segunda edição do Seminário Juntos para Recomeçar, promovido pela Assembleia Legislativa gaúcha na manhã desta sexta-feira (31), lamentou a gravidade do momento que o país atravessa, com a perda de milhares de brasileiros e brasileiras em decorrência da Covid-19, mas demonstrou otimismo com o futuro e destacou as ações do governo federal para enfrentar “a difícil conjuntura que vivemos”. 

Referiu a presença do presidente Jair Bolsonaro em Bagé, nesta sexta-feira, e saudou com entusiasmo as lideranças empresariais e políticas reunidas pela Assembleia Legislativa para debater o futuro. Ao lado de ações para recompor a economia, Mourão coloca o compromisso do país com padrões de sustentabilidade ambiental e em preservar a Amazônia e seu patrimônio e punir severamente sua destruição. Como estrategista militar e lembrando do seu período como comandante Militar do Sul, fez uma retrospectiva da “necessidade de despertar para a luta patriótica”, como refletia na época da campanha eleitoral, o que resultou na conquista do poder central equilibrado na luta contra a corrupção e a insegurança pública, de um lado, e a busca de novas oportunidades com o resultado dos impostos. 

Mourão avaliou que apesar das dificuldades naturais ao se iniciar um projeto de governo, em 2019 os avanços com a aprovação da reforma da previdência foram um “resultado significativo na esfera econômica, com o governo atingindo seu principal objetivo”.  Em seguida o objetivo são as reformas tributária e administrativa, “os três pilares para que o Brasil possa ter equilíbrio fiscal, aumentar produtividade, atrair investimentos e entrar em crescimento sustentável”. 

O Brasil ficou na quarta posição em destino mundial de investimentos estrangeiros em 2019, “comparado com o PIB ficamos em segundo lugar, perdendo apenas para Singapura”, informou o vice-presidente, registrando ainda a finalização das negociações do acordo Mercosul e União Europeia, a queda da taxa de juros em seu menor nível, 2,25% ao ano, “abrindo espaço para que o crédito chegue mais barato para empresas e consumidores”, e ainda o avanço em concessão de ativos à iniciativa privada e medidas para desburocratização do estado. E neste ano, mesmo com os graves impactos da Covid-19 e da turbulência no cenário internacional decorrente da disputa geopolítica entre EUA e China, o vice-presidente mantém o otimismo e aponta “resultados expressivos que renovam nossa confiança em rápida recuperação da economia”, mostrando que a corrente comercial brasileira permaneceu inalterada, comparado o primeiro semestre de 2020 com o mesmo período de 2019, “isso é exceção entre economias do G20”, garantiu. 

Mostrou que as vendas do comércio varejista cresceram quase 14% em maio, estimuladas pela injeção de recursos do programa de auxílio emergencial para enfrentar aos efeitos da pandemia sobre o emprego e a renda, e também levantamento desta semana da Confederação Nacional da Indústria que indica crescimento na confiança do empresariado em relação ao mercado, “é possível antever que a contração do PIB brasileiro será sensivelmente menor do que o previsto”, afirmou Hamilton Mourão, apoiado em projeções de bancos e consultorias, como o Boletim Focus que indica queda na faixa de 5,6% e o Bradesco, abaixo de 5%. 

Reforma tributária e Amazônia
A relação com o Congresso também é otimista, e Mourão identifica sentimento dominante no Parlamento sobre a importância da reformulação tributária, num momento em que o governo procura ampliar sua base de apoio “dialogando com as diferentes forças”, referindo-se à agenda de reformas e a recente apresentação da primeira parte da proposta de reforma tributária pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, “iniciando o debate no legislativo”. 

O vice-presidente entende que o país deve se preparar com a reforma tributária e outras iniciativas para se tornar eficiente e capacitado para enfrentar “os desafios em um cenário internacional desfavorável a países com desequilíbrios estruturais”. Disse que a pandemia irá acelerar transformações que vinham se anunciando desde a última década e é chegada a hora de aplicar uma das máximas do capitalismo, que é a “destruição criativa”, pregando mudanças. “Os países poderão estar mais fechados com a realocação de empregos e indústrias, obedecendo aspectos geopolíticos, a maior digitalização da economia favorece empresas invencíveis em tecnologia e conhecimento, e fundos de investimento e consumidores nortearão decisões baseadas nos padrões de sustentabilidade ambiental, responsabilidade social e governança”.

A solidez da indústria nacional e o agronegócio estratégico para a segurança alimentar do planeta, segundo Mourão, voltam as atenções do mundo para o país e será preciso uma adaptação a essa realidade. E nesse ponto o compromisso é com “as melhores práticas de governo, incluindo a preservação do patrimônio nacional, a Amazônia, e punição rigorosa de quem promove a destruição desse patrimônio inalienável”, antecipando que no âmbito do Conselho Nacional da Amazônia Legal, da qual é presidente, “estamos buscando implementar modelo de desenvolvimento para a Amazônia que aproveite as potencialidades regionais e promova a utilização de tecnologias ambientalmente sustentáveis favorecendo iniciativas em linha com a chamada economia do conhecimento”, alinhando as potencialidades regionais e inovação não apenas para a Amazônia mas para as demais regiões do Brasil. 
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