COMISSÕES
Permuta de prédios de escolas em Santo Ângelo é debatida em audiência na AL
Olga Arnt - MTE 14323 | Agência de Notícias - 15:10 - 26/11/2021 - Foto: Reprodução Fotografia / ALRS
O pedido de permuta do prédio do Colégio Estadual das Missões pelo da Escola Estadual Tiradentes em Santo Ângelo foi tema de audiência pública conjunta das comissões de Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia e de Segurança, Serviços Públicos e Modernização do Estado, realizada na manhã desta sexta-feira (26). O encontro, que reuniu as direções das duas escolas, deputados e representantes da Brigada Militar e da Secretaria Estadual de Educação, foi proposto pelo deputado Jeferson Fernandes (PT).

O proponente do encontro revelou que já esteve na Secretaria Estadual de Educação para tratar do assunto,  acompanhado pelo deputado Eduardo Loureiro (PDT) e por vereadores de São Ângelo, e que, na ocasião, recebeu a informação  de que não havia chegado ao conhecimento da pasta nenhum pedido formal. “Mesmo assim, a comunidade da Escola Estadual das Missões está apreensiva. Queremos ouvir os lados, entender o que está acontecendo e colaborar para a construção de uma alternativa em que não haja colisão de interesses”, justificou Jeferson Fernandes .

Na mesma linha, o deputado Eduardo Loureiro afirmou que o “jogo tem que ser ganha-ganha para as duas escolas, que são instituições conceituadas e prestam serviços imprescindíveis para a comunidade”.

Já o presidente da Frente Parlamentar pela Expansão das Escolas Tiradentes, o deputado Capitão Macedo (PSL) declarou “apoio incondicional” à permuta das áreas entre as escolas. Ele sustentou que a troca é de interesse não só da direção da Tiradentes, mas também da 14ª Coordenadoria da Educação, já que a Escola Estadual das Missões vem ano a ano reduzindo o número de matrículas, ao passo que a procura pela escola militar vem crescendo, estimulada pelos “excelentes resultados obtidos por seus alunos no ENEM, nos vestibulares e em concursos públicos”.

Capitão Macedo afirmou ainda que a Tiradentes tem apenas oito salas de aula e atende alunos oriundos de 37 municípios da região. A permuta possibilitaria, segundo ele, a abertura de mais duas turmas, além do aproveitamento do auditório, das quadras cobertas e do campo de futebol.

Contraditório
A diretora da Escola Estadual das Missões, Magda Carla Dorneles Fernandes, afirmou que a direção da Tiradentes propôs a permuta e que o Círculo de Pais e Mestre foi consultado e se manifestou contra a ideia. Ela ressaltou que não é contrária à expansão da escola militar, mas discorda que isso aconteça “no prédio das outras instituições”. “A boa estrutura que temos hoje foi conquistada por muitos anos de trabalho. Atendemos 12 turmas e temos lista de espera para o 1º, 2º e 3º anos do ensino fundamental”, apontou.

 Ela afirmou também que a Missões é uma escola inclusiva e que, mesmo assim, o desempenho de seus alunos só fica atrás da Tiradentes no município. “Nada mais justo que os alunos do Tiradentes tenham bom desempenho, afinal, fizeram seleção, e a escola só atende os melhores”, pontuou. 

Construção coletiva
Segundo o diretor-geral da Secretaria Estadual de Educação, Guilherme Corte, até o momento, só há uma “indicação” da Secretaria de Segurança, órgão ao qual a Tiradentes está vinculada, em relação à troca. “Vamos discutir coletivamente uma alternativa e analisar de forma técnica os benefícios e as desvantagens para as instituições, para os alunos e para o município”, enfatizou.

O chefe do Estado-maior da Brigada Militar, Rogério Stumph, afirmou que não há qualquer “processo externo” em relação à permuta. Ele enfatizou também que “não existe a menor intenção de se sobrepor a nenhuma escola” e que possibilidades de ampliação da Escola Tiradentes devem ser avaliadas de forma técnica pela Seduc.  “Essa análise não cabe à Brigada, mas à Secretaria de Educação. Se a comunidade achar necessário ampliar, vamos trabalhar para isso. Queremos fortalecer nossa educação e não diminuir nenhuma outra instituição”, assegurou.

Já o presidente da Escola Tiradentes em Santo Ângelo, Major Copetti, defendeu que o assunto deve ser tratado de forma técnica, sem paixões e priorizando o interesse público

Como encaminhamento da audiência, ficou acertado que a 14ª Coordenadoria de Educação irá dar início ao diálogo com as direções das escolas e avaliar os espaços físicos em questão. “Tudo será feito com transparência e diálogo”, garantiu o diretor-geral da Seduc.
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Versão de Impressão
Audiência pública virtual conjunta da Comissão de Educação e Comissão de Segurança e Serviços Públicos

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