DIA INTERNACIONAL DA MULHER
Exposição Margaridas aborda a questão da violência de gênero no RS
Olga Arnt - MTE 14323 | Agência de Notícias - 15:54 - 07/03/2022 - Foto: Paulo Garcia

A Procuradoria Especial das Mulher da Assembleia Legislativa abriu oficialmente, no início da tarde desta segunda-feira (7), a exposição fotográfica Margaridas, composta por fotos de gaúchas vítimas de violência que recorreram às Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher. Capturadas pelo jornalista e fotógrafo Léo Contursi, as imagens pretendem conscientizar a sociedade para a importância de enfrentar a violência de gênero e incentivar as mulheres a denunciar agressões a que são submetidas.

Antes de serem exibidas no parlamento gaúcho, as fotografias ficaram expostas na Câmara de Vereadores da capital, durante os 21 dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, de 20 de novembro a 10 de dezembro de 2021. A mostra poderá ser apreciada pelo público até o dia 11 de março, das 8h30  às 18h, no Espaço das Exposições Deputado Carlos Santos, na entrada do Palácio Farroupilha.

A procuradora Especial da Mulher da Assembleia Legislativa, deputada Franciane Bayer (PSB), afirmou, na aberturada da exposição, que o trabalho expõe a coragem das mulheres para superar o clico de violência. “Esse trabalho retrata mulheres que foram vítimas, sobreviveram e iniciaram um novo ciclo. A mostra celebra a vida de mulheres que tiveram coragem para seguir em frente lutando por direitos e incentivando outras mulheres a fazer o mesmo”, declarou.

A vereadora Cláudia Araújo, que atua como procuradora da Mulher na Câmara de Vereadores de Porto Alegre e foi uma das mentoras da exposição, ressaltou que o principal propósito da iniciativa é “dizer às mulheres que elas não podem se calar diante da violência e que há pessoas do outro lado para acolhê-las”.  Cláudia defendeu ainda a ampliação da rede de apoio e a implantação de novas casas de acolhimento para vítimas de violência.

Margaridas

O nome da exposição refere-se aos espaços existentes nas Delegacias de Polícia para atendimento de mulheres agredidas. São chamados de salas das margaridas. “Isso porque as margaridas ressurgem com facilidade mesmo em lugares desfavoráveis. E as mulheres retratadas são mulheres seguras que voltaram a sorrir”, apontou a chefe de Polícia,  Nadine Anflor.

Ela revelou que existem 53 salas das margaridas espalhadas pelo Rio Grande do Sul e que, nesta semana, a Polícia Civil desencadeou a Operação Resguardo, que já prendeu mais de 200 agressores nos últimos dias. “As mulheres têm que ter segurança para denunciar. Hoje, o que pode salvar uma vida é a denúncia”, finalizou.  

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Abertura da Mostra Margaridas – Procuradoria Especial da Mulher

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