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CPI ouve revendedoras e distribuidoras
Marcela Santos | Agência de Notícias - 18:02 - 07/02/2006
Deputados Adilson Troca, Kanan Buz e Leila Fetter
Deputados Adilson Troca, Kanan Buz e Leila Fetter
Funcionários de distribuidoras e revendedoras de combustíveis de Pelotas prestaram depoimento à CPI dos Combustíveis na tarde desta terça-feira (6), em audiência pública realizada na cidade. Representante do setor de vendas da Distribuidora Esso de Porto Alegre, Luciano Fittermann foi o primeiro a falar na audiência. Ele foi breve e taxativo ao denunciar sublocação de caminhões que atuam na Região Sul. “O Posto Atlântica do Chuí subloca seu caminhão para frete aos postos do município de Santa Vitória do Palmar”, declarou.

De acordo com Fittermann, a Esso define seus custos por meio de análises financeiras. A partir disso, estabelece preços de acordo com o que o mercado pode pagar. “O posto faz o custo que julgar adequado, com os acréscimos que desejar”, diz. O gerente comercial da Distribuidora de Petróleo Ipiranga, Sérgio Lima, foi a segunda testemunha da audiência. Ele desconhece qualquer tipo de pressão sobre a formulação dos preços dos combustíveis. “Preço é uma questão extremamente complexa, porque existe uma série de variáveis que fazem a composição do valor. Fretes, utilização de transporte próprio, prazos e formas de pagamentos, por exemplo, podem alterar o valor do combustível”, justifica. A Ipiranga atende cerca de 900 postos da região, além de empresas que consomem produtos para utilidade própria. Tem atuação em todo País, e a liderança de mercado no Rio Grande do Sul.

A última testemunha representando as distribuidoras foi o gerente da rede de postos da Petrobras, José Otávio de Souza. Ele explicou a tabela de preços dos fretes e disse que o custo varia de acordo com o valor do combustível. A Petrobras abrange todo mercado nacional. Comercializa todos produtos derivados do petróleo e trabalha com transportadoras contratadas. A empresa possui 630 postos no Rio Grande do Sul – 470 deles certificados. Suas bases localizam-se nos municípios de Canoas, Passo Fundo, Ijuí e Rio grande.

A administradora de empresas da Revendedora Fortaleza, Evelise Ribeiro, nega qualquer tipo de pressão sofrida pela distribuidora que trabalha, em relação a precificação do combustível. “Alguns padrões são exigidos, como adesão a promoções, mas nada relacionado a precificação. O posto que Evelise representa tem transporte próprio e já o sublocou para frete. O gerente comercial de dois postos revendedores, Marco Antônio Meireles, também afirma não ter recebido nenhum tipo de pressão quanto à precificação do combustível.

O presidente da comissão, deputado Kanan Buz (PMDB), utiliza o termoo alinhamento de preços para definir a questão e disse que os argumentos utilizados pelos depoentes explicam, mas não justificam.

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