CPI DOS COMBUSTÍVEIS
Distribuidoras dizem que preço é definido pelo mercado
Mirella Poyastro e Rodimar Oliveira | Agência de Notícias - 16:33 - 14/02/2006
Reunião acontece no plenarinho da Assembléia
Reunião acontece no plenarinho da Assembléia

O consultor de negócios da distribuidora Chevron Brasil Ldta., Ronaldo Pastl, afirmou aos deputados da CPI dos Combustíveis durante depoimento na tarde desta terça-feira (14) que as formas de pagamento (à vista ou a prazo) escolhidas pelo revendedor e o frete são as causas das diferença de preços nos postos. "O que define o preço de bomba na cidade é o mercado, a livre concorrência", afirmou o representante da Chevron em Porto Alegre e Grande Porto Alegre. O preço mais baixo do litro de gasolina praticado pela distribuidora é de R$ 2,32.

Com sede em Esteio, a distribuidora detém a bandeira Texaco no Brasil. "Entre os postos Texaco, os preços variam por causa do custo financeiro", afirmou Pastl. Segundo ele, isto explica a diferença na bomba de até R$ 0,02 por litro dos postos Texaco na Capital, por exemplo. Existem cerca de 160 postos com bandeira Texaco no Rio Grande do Sul.

Responsável pelo abastecimento dos 100 postos de bandeira Latina no Estado, o diretor da Latina Distribuidora de Petróleo, Luiz Fernando Souza de Alencastro, também utilizou a explicação do mercado para justificar as razões pelas quais um posto de Alegrete vende o litro da gasolina a R$ 2,98, enquanto a Latina distribui a R$ 2,40 por litro. Alencastro não soube precisar quantos revendedores de bandeira branca são atendidos pela Latina no Estado. No entanto, ele admitiu que estes compram combustível mais barato, pois a transação depende do momento e do estoque restante da distribuidora.

No sentido de esclarecer a afirmação do Setcergs de que a Refinaria Alberto Pasqualini (Refap) vende o combustível mais caro da Região Sul, Alencastro repassou o valor praticado pela Refap e pela refinaria do Paraná para os deputados compararem. A diferença é de R$ 0,02 a menos na gasolina tipo A. "A informação é para não ficar a impressão de que a refinaria tem preços abusivos. Apesar do ICMS, acho que a Refap vende barato", disse o diretor. Para ele, o grande vilão é o preço presumido, estabelecido pelo governo do Estado.

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