ARTIGO
Pré-sal não é sal grosso para churrasco. É a chave para o desenvolvimento social!
(*) Heitor Schuch | PSB - 15:56 - 21/05/2009

O pré-sal é um grande campo de petróleo e gás natural formado há aproximadamente 100 milhões de anos, que se encontra entre 5 mil a 7 mil metros de profundidade na região litorânea entre Santa Catarina e o Espírito Santo. Estima-se que esta reserva, descoberta pela Petrobrás em 2007, detenha no mínimo 90 bilhões de barris de petróleo. Os mais otimistas afirmam que poderá chegar a 300 bilhões de barris.  Até então as reservas brasileiras eram de 12,1 bilhões de barris.

Tratamos aqui de um grande presente que a natureza pacientemente guardou por milhões de anos para o povo brasileiro, e que é descoberto justamente num momento em que o mundo, que estruturou seu desenvolvimento sobre o petróleo, mais teme a sua falta. Por ser presente da natureza, a sociedade brasileira não pode se omitir e nem fugir ao debate sobre a sua importância, e especialmente sobre quem se apropriará desses recursos e para que finalidade serão utilizados.  Infelizmente, as informações sobre o tesouro que temos no subsolo não chegam para a maioria da população, e quando chegam não é dada a devida importância.

Não podemos concordar que algumas poucas empresas se apropriem de uma riqueza que nada fizeram para produzi-la.  Hoje o Brasil tem tecnologia de ponta que permite a sua exploração. Então porque concedê-la a empresas privadas que nada mais querem do que o lucro fácil? Todo o trabalho de pesquisa e prospecção tem sido feito ao longo de décadas pela Petrobras.

Estima-se que pré-sal gerará somas astronômicas, fala-se em 10 trilhões de dólares, dinheiro suficiente para reinventar o Brasil.  Que este dinheiro venha, mas e que seja destinado a educação, saúde, habitação, segurança, apoio a infância, infra-estrutura, entre outras tantas demandas que se apresentam. É a grande oportunidade de resgatar a enorme dívida social com a população, em especial a mais pobre deste pais. 

Não podemos esquecer aqui do setor primário e da nossa agricultura, que depende do petróleo para tudo. Do óleo diesel para as máquinas, a matéria-prima para os insumos, em especial o adubo e a uréia, hoje sob o monopólio de três grandes empresas privadas que monopolizam este setor e se apropriam da renda da agricultura.  Esta na hora de a Petrobras voltar a produzir os insumos básicos para o setor primário.

Não é retrocesso retomarmos as campanhas do “Petróleo é nosso” que fez história nos anos 40 e 50 e possibilitaram o surgimento da Petrobras. Em breve o Brasil se tornará um grande exportador de petróleo, esperamos que não cometa o erro de outros países e, em vez de exportar óleo bruto, agregue valor vendendo para fora os subprodutos e internalizando as riquezas.

 

* Dep. Heitor Schuch (PSB)

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