ARTIGO
Pré-sal, uma decisão de estadista
Heitor Schuch* | PSB - 09:25 - 08/09/2009

A decisão de manter o controle da exploração do pré-sal pela Petrobras demonstra claramente o compromisso deste governo, não só com a população  mas com a soberania nacional. Esta nova bacia de petróleo, chamada pré-sal, vinha sendo pesquisada pela Petrobras há décadas e só agora foi viabilizado o início de sua exploração, que só deverá atingir a plenitude em 2020, especialmente porque está localizada a 300 quilômetros da costa brasileira e a uma profundidade média de 8 quilômetros, embaixo de uma camada de aproximadamente 2 quilômetros de sal.

 Este manancial de petróleo se formou há 90 milhões de anos e sua exploração deve ser feita com responsabilidade, não podendo ser apropriada por meia dúzia de grandes corporações transnacionais, que não têm nenhuma preocupação e muito menos compromisso com o país. Estamos falando de R$ 10 trilhões e da possibilidade de o Brasil tornar-se detentor da sexta maior reserva de petróleo do mundo, podendo atingir a primeira colocação se confirmadas as previsões mais otimistas. São recursos que, se bem investidos, permitem  investimentos em saúde, educação, infraestrutura e principalmente em ações geradoras de desenvolvimento.

Agora, o que surpreende é a posição contrária de alguns setores sobre as medidas anunciadas, defendo a liberalização plena do setor petróleo para a iniciativa privada. Algo que em nenhum país do mundo desenvolvido está fora do controle governamental, a começar pela Europa, sem falar nos próprios Estados Unidos, que tratam o petróleo como questão de segurança nacional. Por que o Brasil tem que ser diferente?

Os que ontem defendiam a privatização da Petrobras, mesmo frente a todos os resultados positivos e benefícios gerados, voltam agora a questionar a capacidade tecnológica da mesma.  Entretanto, o que mais surpreende é que quando o sistema econômico entrou em colapso em 2008, pela ganância especulativa dos grandes grupos financeiros, foram os primeiros a correr ao governo implorando pelo salvamento de seus empreendimentos e de suas aplicações financeiras.

Cabe ressaltar que esta crise, a despeito dos prejuízos incalculáveis causados, só não virou uma catástrofe porque os governos investiram pesado, gastando trilhos de dólares para manter o sistema funcionando.  Chegando ao ponto de os Estados Unidos se tornarem sócios de vários bancos e da própria GM para que esta não falisse. A iniciativa privada deve ter seu espaço de atuação, mas não em serviços essenciais e muito menos na especulação com os recursos que a natureza tão gentilmente nos presenteou. O país precisa de estadistas e de decisões de Estado. Esta é a única forma de melhorar a vida da população deste país, especialmente da mais carente.  Coisa que a iniciativa priovada jamais vai fazer. Porque seu objetivo primordial é o lucro e, de preferência, o lucro máximo, a qualquer preço.

* Depitado estadual

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