ARTIGO
A epopeia Farroupilha e seu legado
(*) Marquinho Lang | DEM - 14:08 - 14/09/2009
A Revolução Farroupilha (1835-1845) é juntamente com a Revolução de 1842 de São Paulo, uma das mais importantes revoluções liberais em nosso País. A Epopéia Farroupilha se constitui no marco fundamental da história do Rio Grande com seu significado libertário exemplificando a permanente luta contra as injustiças das tiranias. 
 
É a nossa Revolução. Filha da Revolução Francesa (1789-1799) com seu ideário de Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Não importa se no Vinte de Setembro comemoramos uma Revolução “derrotada” como malgrado dizem alguns despeitados. O que importa e o que fica é a grandeza dos homens e das mulheres que a fizeram, sob terríveis sofrimentos e que ao levantarem a bandeira do liberalismo assinalado pelos ideais do republicanismo, da democracia representativa e do federalismo lutaram contra a imposição da autoridade central, que carregava na cobrança de impostos e na indiferença com a Província. Não é por outra que a Epopéia Farroupilha, evoca uma imagem de nobreza e de heroísmo que muito orgulha os filhos e filhas do Rio Grande. 
 
Nessa grandeza estão os chefes farroupilhas, os varões assinalados, cuja abnegação à causa do Vinte de Setembro, serve de exemplo as gerações atuais, tão desesperançadas diante de tanta violência e imoralidade. Esses homens grandiosos – mesmo nas suas contradições humanas – nunca abdicaram de seus ideais e do mais importante deles: a eterna luta pela liberdade, base primeira da dignidade humana. E que plêiade respeitável: Gomes Jardim e Onofre Pires que iniciaram a Revolução ao tomarem a Capital em 20 de setembro de 1835; o bravo e heróico Corte Real; o valoroso Lucas de Oliveira; o intrépido Domingos Crescêncio; o corajoso general Sousa Neto, o proclamador da República Rio-Grandense em 11 de setembro de 1836; o hábil Pedro Boticário; o teimoso David Canabarro; os aguerridos italianos Luigi Rosseti, Luigi Soderini, Giovanni Lamberti e o já famoso Giuseppe Garibaldi que muito lutou pela causa revolucionária com sua amada Anita, entre outros devotados italianos e brasileiros, além do próprio general Bento Gonçalves, líder e vulto maior da Revolução.   
 
E não podemos se esquecer das mulheres que com extraordinária e silenciosa tenacidade muito trabalharam para que os homens farroupilhas combatessem nas frentes de guerra. Assim, vêm os nomes de Dona Caetana, Dona Antonia, Manuela, Mariana, Perpétua, a guerreira Anita e outras mulheres grandiosas tão bem retratadas no belo livro “A Casa das Sete Mulheres” de Letícia Wierzchowski.
   
Em época de tanta decadência moral e ética, sirvam de exemplo as virtudes desses homens que em suas façanhas contra as forças de um governo que se mostrava despótico forjaram o metal do caráter do povo do Rio Grande. A Revolução Farroupilha é imortal porque o seu legado tem bases universais: a eterna luta pela justiça, pela dignidade humana e contra qualquer tipo de opressão política e econômica. 
 
Mas, provavelmente o maior legado da Epopéia Farroupilha, está na saudade atávica por esse decênio heróico e no seu significado para cada um dos homens e mulheres que nunca se deixaram e nunca se deixam vencer na dura luta de cada dia e nunca se acomodaram às situações de crise espelhando os nossos melhores e mais elevados valores.
 
  (*) Deputado Marquinho Lang - DEM
© Agência de Notícias
Reprodução autorizada mediante citação da Agência de Notícias ALRS.
© Agência de Notícias
As matérias assinadas pelos partidos políticos são de inteira responsabilidade dos coordenadores de imprensa das bancadas da Assembleia Legislativa. A Agência de Notícias não responde pelo conteúdo das mesmas.
Versão de Impressão
PESQUISA DE NOTÍCIAS
Termo
Período
   


TV Assembleia

Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul - Praça Marechal Deodoro, 101 - Porto Alegre/RS - Cep 90010-300 - PABX (51) 3210.2000
Horário de atendimento: das 08:30 às 18:30