ARTIGO
Movimento RS do Sim: Mais que um grande projeto, uma missão
Jorge Pozzobom* | PSDB - 15:21 - 06/12/2013

Tive a grata satisfação de participar na última quinta-feira (28) da 19º edição do Prêmio Líderes e Vencedores, conferido pela Federasul e Assembléia Legislativa do RS. Naquela noite, o presidente da Associação dos Dirigentes de Marketing e Vendas do Brasil – ADVB/RS - Telmo Costa, que encerrou a sua gestão, recebeu o prêmio na categoria “Sucesso Empresarial”, por sua liderança estratégica na presidência da ADVB/RS e no comando de uma das maiores empresas de TI da América Latina, o Grupo Meta. E um dos maiores legados deixados por este empresário que pensa no lucro social e não apenas no econômico, foi a instituição do “Movimento Rio Grande do Sim – Atitude que muda o Estado”, mobilização lançada como bandeira da ADVB/RS nos seus 50 anos com o propósito de provocar os gaúchos para a busca de um comportamento mais positivo em prol do desenvolvimento do Estado.

Com o objetivo de estimular a participação e o engajamento da sociedade civil na consciência de quem somos e o nosso papel na sociedade o movimento Rio Grande do sim nasce em 2012. E a partir daí, dezenas de entidades empresariais e de classe do Rio Grande do Sul agregam participação neste movimento, além de diversas personalidades dos setores das artes, cultura e economia gaúchos. É um movimento que nasceu com a missão de buscar a mudança de comportamento e atitude das pessoas, com o objetivo de impulsionar o crescimento individual e coletivo de cada um de nós, de nossas empresas e organizações e do Estado do Rio Grande do Sul. E para isto são propostas diversas formas de participação como curtir as mensagens no Facebook do Rio Grande do Sim; seguir o movimento no Twitter; envolver seu grupo de relacionamento nessa ideia: mobilizar sua família, amigos, colegas e contatos. Telmo Costa foi muito feliz quando explicou que a razão do movimento “é trabalharmos alguns traços da cultura do gaúcho, que no passado foi positiva, nos fortaleceu e fez com que chegássemos até aqui, mas que hoje se transformou em um freio para o nosso processo de crescimento. A cultura do conflito, a incapacidade de articulação e as brigas ideológicas estão afetando o destino de cada um de nós gaúchos”. E como alternativa para quebrarmos estes paradigmas ele propôs que façamos que caia em desuso a “trilogia do não: não dá, não pode, agora não”.

Quero citar aqui o médico e escritor, Eugênio Mussak, que resolveu dedicar-se ao ensino e atualmente é professor da FIA-USP e da Fundação Dom Cabral, nas áreas de Liderança e Gestão de Pessoas. É o diretor científico da Associação Brasileira de Recursos Humanos e integrante do comitê de criação do CONARH – Congresso Brasileiro de Recursos Humanos. Mussak afirma que a história, a lógica, a matemática, a física e todas as outras ciências dizem a mesmíssima coisa: um simples gesto seu pode ser a gota d’água. São as ações individuais que desencadeiam as ações coletivas, que se transformam em comportamento generalizado. Sabemos que a humanidade vive em permanente estado de mudança. Comportamentos, valores, tecnologias, ética e moral, tudo que está relacionado com a vida do homem em sociedade tende a mudar em uma velocidade cada vez maior. E a mudança do coletivo, deve-se a quê? Não conseguimos explicar como é que o coletivo muda sem aceitar que haja um indivíduo para iniciar o processo. Ora, alguém, em algum instante, dá o pontapé inicial. Toda mudança do coletivo nasce de uma ação individual, que é absorvida pelo conjunto sem ser percebida – a não ser em poucas exceções. É por isso que ações individuais contam. Porque podem se transformar em ações coletivas. Mas, para que isso aconteça, observa Mussak, há pelo menos três pressupostos que devem ser considerados: a coragem, a persistência e a relevância.

Por não ter a menor dúvida que o Rio Grande do Sim deve ser absorvido e entendido por todos os servidores públicos, pois eles são peças fundamentais da grande máquina que é o Estado do Rio Grande do Sul, quero afirmar que, assim como o Pacto Pelo Rio Grande, a Agenda 2020, entre outros tantos movimentos e ações importantes, guardados os seus propósitos e áreas de atuação, o movimento do Rio Grande Sim só tem a agregar e nos orgulhar. E este movimento nos ensina que cada um de nós deve fazer a sua parte. E a prova disto é que no final do lançamento da campanha publicitária ocorreu a adesão de empresas renomadas, além de tantas outras que já aderiram e muitas outras que virão a se engajar. O grande papel que nós, agentes políticos podemos exercer é construirmos o Rio Grande do Sim. E para isso, não precisamos abrir mão de nossas convicções políticas, partidárias, nem ideológicas. Mas ao mesmo tempo temos a obrigação de saber que nosso compromisso maior é com todas as pessoas do Estado do Rio Grande do Sul. Por isso eu digo SIM, ao Rio Grande do Sim.

(artigo publicado no jornal A Razão de 05 de dezembro de 2013)

*Deputado Estadual

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