ARTIGO
Tempos de aprendizado
Deputado Estadual Miki Breier* | PSB - 15:30 - 11/02/2014
Vivenciamos no dia 10 de fevereiro a triste notícia do falecimento do cinegrafista da Teve Bandeirantes Santiago Ilídio Andrade.

Considerado por alguns como um atentado à imprensa, por outros como uma fatalidade, o fato nos impõem reflexões. Não apenas pela tragédia, mas pelo significado que as manifestações que se iniciaram no ano passado vêm produzindo. E isso exige um debate urgente sobre o modelo de país que construímos e que está sendo questionado nas ruas.

Neste momento, cobrir o episódio apenas com o manto enlutado de atentado à imprensa não nos fará encontrar um futuro melhor. Não são apenas os jornalistas que estão na linha de fogo. Toda a nossa sociedade está.

Levantamento divulgado pela Associação Brasileia de Jornalismo Investigativo (Abraji), contabiliza 102 casos de violência até o momento. Agentes da Força Nacional e policiais são responsáveis por 75,5% das agressões contra jornalistas durante a cobertura de manifestações e protestos no país. Segundo as informações, de todos os casos de violência, 77 partiram da polícia. Outros 25 episódios são de responsabilidade dos manifestantes.

A sociedade não pode e não vai deixar de sair às ruas. Nossa função como agentes públicos é exigir que o Estado esteja preparado para garantir a integridade física de todos. E também que as empresas forneçam condições apropriadas de segurança e trabalho para seus profissionais que, não podem, mesmo que veladamente, ter sua integridade ameaçada.

Nos propomos a reforçar, através da nossa Frente Parlamentar pela Democratização da Comunicação, que os profissionais estão trabalhando nesse tipo de cobertura sem os equipamentos de segurança, que deveriam ser fornecidos pelas empresas de comunicação. É preciso ter melhor identificação, proteção e treinamentos para jornalistas e também para os policiais.

O PSB luta e trabalha por um novo Marco Regulatório nas Comunicações, com a garantia e o respeito ao trabalho de todos os profissionais, que no seu dia a dia vão em busca da melhor informação, no sentido de atender à sociedade.

Santiago continuará vivo se conseguirmos extrair as lições possíveis deste episódio. Se avançarmos, com justiça social, liberdade de imprensa, direito à livre manifestação, garantia de direitos civis, de direitos sociais com saúde, educação e transporte públicos e de qualidade.
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