ARTIGO
Escuelas de Tiempo Completo
Juliana Brizola* | PDT - 16:39 - 13/03/2014
Muitos argumentam e defendem teses sobre a educação pública em nosso país. Poucos radicalizam sobre o essencial: educação é prioridade. Nos países desenvolvidos, como Finlândia, Coreia do Sul e Irlanda, para citar alguns, os estudantes passam em média nove horas na escola. Aqui, o tempo de permanência na escola pública não supera cinco horas diárias. No Uruguai, seguindo o modelo criado por Leonel Brizola e Darcy Ribeiro, o presidente Pepe Mujica adotou a proposta pedagógica denominada Escuelas de Tiempo Completo. Lá, o modelo foi implantado buscando reduzir as disparidades sociais. O projeto iniciado em 2005, em cinco anos avançou em 14% das escolas de educação básica.
 
Enquanto nosso vizinho investe na educação pública enfrentando os desafios do século XXI e “asumiendo el desafío de avanzar em una educación inclusiva y de calidad para todos”, conforme as Orientações de políticas educacionais do Conselho de Educação Inicial e Primária da Administração Nacional de Educação Pública, aqui patinamos em propostas e contrapropostas. O projeto inclusivo da Escola de Tempo Integral idealizado por Brizola e Darcy, há mais de três décadas, responde às expectativas sociais. E não avançou porque, ao contrário dos valentes uruguaios, projetos de igualdade social nunca foram nossa prioridade.
 
Embora a realidade apresentada, acredito que é através do compromisso que conseguimos avançar. Assim, depois da aprovação constitucional pela Assembleia Legislativa, em 2011, que torna a educação de tempo integral uma obrigação do Estado, abri duas frentes de trabalho: uma, para auxiliar os agentes públicos nessa tarefa que, conforme a Lei regulamentadora, prevê a implantação do sistema integral em até dez anos para 50% dos escolares gaúchos, com adaptação física das escolas, dos currículos e também a preparação dos professores; a outra, através da Comissão Especial direcionada ao estudo do projeto original com as necessidades de atualizações e de um diagnóstico de outros países, com nossa proposta.
 
Todo esse trabalho servirá de fio condutor com a história que se iniciou em 1961, quando no Ano da Escolarização foram construídas seis mil escolas, erradicando o analfabetismo e transformando o Estado Gaúcho em modelo nacional de educação. Se a educação é mesmo prioridade e não somente discurso de campanhas políticas, temos que radicalizar! 
 
*Deputada Estadual (PDT)
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