ARTIGO
Por um trânsito mais humano
Vinicius De Tomasi Ribeiro * | PDT - 14:33 - 01/04/2014

Pedestres, ciclistas e motoristas disputam, diariamente, um espaço na mobilidade urbana. Mas, na correria do dia a dia deixam de lado condutas fundamentais para a segurança das pessoas e para o bom funcionamento do trânsito.

Dados do Detran/RS apontam que há, no Estado, quase 4,5 milhões de motoristas – até fevereiro de 2014. A reflexão que proponho é se esses condutores têm informações suficientes para serem inseridos no sistema de trânsito das nossas cidades e do nosso Estado. Também é preciso analisar a eficácia da formação de condutores, se realmente tiveram capacitação desde a escola, já que o número de acidentes e infrações de trânsito é crescente no Estado.

Em 2013, foram 1984 acidentes de trânsito com vítimas fatais, destes, 28% eram condutores, 25,4% motociclistas e 19,9% pedestres. Chama atenção o percentual de jovens vítimas de acidentes : 38,2% têm entre 18 e 34 anos - 11% têm entre 25 e 29 anos; 9,8% entre 21 e 24 anos; 8,8% entre 30 e 34 anos e 8,6% têm entre 18 e 20 anos. 

Em relação às infrações, o Rio Grande do Sul contabilizou 2.355.850 ocorrências no ano de 2013. Em 77,4% dos casos a responsabilidade foi atribuída aos condutores. Entre as infrações mais cometidas, destaca-se o excesso de velocidade, que atinge 41%; em segundo lugar a condução do veículo com 11,53% e em terceiro lugar o estacionamento do veículo, com 7,4%.

Com base nessas informações, não resta dúvidas de que é preciso mais investimentos na educação para o trânsito, seja na formação ou qualificação dos condutores. Em 2013, o Detran/RS aplicou apenas 3,7% (R$ 15,8 milhões) do seu lucro em campanhas para a educação no trânsito. O valor é considerado baixíssimo diante de um superávit de R$ 430 milhões.

Tenho convicção de que a formação de condutores por si só - no momento da habilitação - não deve assumir a responsabilidade da formação educacional adequada, que deve começar em casa e na escola. Mas também precisamos estimular a mudança comportamental de pedestres, condutores, passageiros e demais usuários de vias públicas, de forma a desenvolver e consolidar comportamentos de civilidade, acessibilidade e inclusão social no trânsito.

*Arquiteto Urbanista e Deputado Estadual (PDT)
Coordenador da Frente Parlamentar da Mobilidade Urbana da ALRS

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