SEGURANÇA
Candidatos à Polícia Civil ganham apoio de parlamentares e de entidades
Cristiane Vianna Amaral - MTE 8685 | Agência de Notícias - 16:06 - 28/04/2014 - Edição: Letícia Rodrigues - MTE 9373 - Foto: Thanise Melo
Após audiência, candidatos à Polícia Civil foram recebidos pelo governo do Estado
Após audiência, candidatos à Polícia Civil foram recebidos pelo governo do Estado

A Comissão de Segurança e Serviços Públicos promoveu audiência pública para tratar do baixo efetivo da Polícia Civil no Estado na manhã dessa segunda-feira (28), na Assembleia Legislativa. O debate foi requerido pelos deputados progressistas Mano Changes e João Fischer, a partir da campanha Acadepol para todos já. O movimento tem o objetivo de sensibilizar o governo estadual para o aproveitamento de todos os aprovados no atual concurso da Polícia Civil, número que deve atingir mais de 1300 pessoas. Segundo o edital, são 700 vagas, sendo 350 para o cargo de inspetor e 350 para o cargo de escrivão.

Mano sugeriu a criação de um grupo de trabalho para acompanhar as negociações. Segundo o parlamentar, o ingresso de apenas 700 novos policiais não supre o déficit do efetivo, que hoje atua com apenas 55% do número considerado ideal.  “Em 1980, a Polícia Civil contava com um quadro com 6,5 mil policiais e o Estado tinha 7,5 milhões de habitantes. Hoje somos cerca de 11 milhões de gaúchos e o efetivo da Polícia Civil é de 5.208 policiais civis”, lembrou.

Outro encaminhamento proposto pelo deputado Mano, foi apresentar uma Proposta de Emenda Constitucional que destinaria, no mínimo, 6% do orçamento para a segurança pública do estado.

Comitiva é recebida no Palácio Piratini

O deputado Luís Augusto Lara (PTB) propôs que ao final da audiência pública, uma comissão fosse até a Casa Civil para conversar com o governo estadual sobre a proposta do movimento. “Precisamos fazer uma pressão positiva sobre o estado.” Ele salientou os avanços conquistados pelos servidores recentemente. “Concurso, plano de carreira e aumento para funcionários públicos não é gasto, é investimento. É necessário recuperar as funções do estado.”

A comitiva foi recebida pelo secretário-adjunto da Casa Civil, Flávio Helmann. Ele se comprometeu em chamar uma nova reunião com a presença de representantes da Secretaria da Segurança Pública, quando seriam dadas informações mais precisas de quando serão chamados os primeiros 700 colocados. Helmann registrou que tem sido uma prática do governo Tarso chamar todos os aprovados antes de fazer novo concurso.

Entidades defendem mais policiais

Para o diretor jurídico do Sindicato da Polícia Civil (Sinpol), Mário Flamir, a impunidade resulta da falta de efetivo policial, tendo em vista os inquéritos que ficam parados. A entidade defende que todos os aprovados sejam chamados imediatamente.

“Vocês estão entrando em uma nova polícia, a partir de um acordo feito com o governo atual de valorização do servidor”, declarou o presidente do Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores de Polícia do RS, Isaac Ortiz. Ele resgatou movimentos anteriores pelo ingresso de novos policiais e destacou que a Comissão deve emitir um documento com a reivindicação do chamamento dos aprovados. Ele não vê problemas da Academia de Polícia formar mais de mil policiais ao mesmo tempo, porque isso já teria acontecido anteriormente.  

A representante dos candidatos ao concurso, Cristina Schleder, explicou que o concurso está em fase de homologação final, quando será conhecido o número exato de aprovados. Ela reiterou que o movimento tem uma petição online, para o recolhimento de assinaturas a favor da contratação dos aprovados, com cerca de 10 mil assinaturas. Os candidatos contam ainda com diversas moções de apoio.

Também participaram da audiência o presidente da Associação dos Comissários de Polícia, Luiz César Machado Mello, o promotor de Justiça João Pedro de Freitas Xavier, o delegado Joel Oliveira e representantes de Câmaras de Vereadores.

Deputados de diferentes bancadas apoiam o ingresso de mais policiais

O deputado João Fischer (PP) manifestou contrariedade com a atitude do deputado Lara em levar uma comitiva para o Palácio Piratini. “Espero ter retorno, o que não aconteceu das outras vezes que estive lá.” Ele criticou ainda que o próximo governo que assumir vai ter que cumprir os aumentos aprovados pela atual gestão.

“Pesquisas apontam que a sociedade quer mais segurança”, comentou Ernani Polo (PP). Ele ponderou que a Casa Civil deveria ter mandado um representante para a audiência pública, já foi convidada para o debate.

O deputado Catarina Paladini (PSB) reiterou o sentimento de insegurança “que toma conta do estado e do país”. Ele fez uma saudação reconhecendo o trabalho que vem sendo feito pela Polícia Civil.

“Eu tenho convicção de que essa causa vai envolver todos os partidos”, afirmou o deputado Pedro Westphalen (PP). Ele reiterou seu compromisso com a segurança pública e com a confiança na Polícia Civil e na Brigada Militar. “O Estado não pode prescindir que vocês estejam nos defendendo até o final do ano.”

O deputado Frederico Antunes (PP) também manifestou seu apoio aos aprovados no concurso.

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