PDT
Uma Vida Sem Valores
Marlon Santos* | PDT - 15:13 - 20/05/2014
Vivemos um momento terrível. Mais do que nunca, as pessoas estão descrentes e seus víveres diários estão desprovidos de tolerância e bom senso. Tudo passa muito rápido e o tempo está inventariado muito mais para as coisas mecânicas e materiais que para as coisas do ser humano e seus sentimentos nobres e naturais.
 
A cada dia, todo o tipo de crime é noticiado. Acostumamos com isso. Está redundante e comum vermos assassinatos variados e molestamentos humanos, indiscriminadamente, de modo que nem nos surpreendemos com a selvageria de tais ações. Ou seja, o ser humano, como instituição que é, não está mais sendo visto e considerado e, pior ainda, além de ser só estatística, um número errante e incerto (pois nem o IBGE sabe se ele existe ou não, uma vez que sua constatação se dá por amostragens), vive descontrolado e sem modelos para seguir.
 
O desvario toma conta e a incessante produção de factoides tem despido as matérias sérias de ocuparem seus espaços, por isso a mente humana se fragiliza constantemente e o comportamento humano afunda num abismo de contrastes. Ninguém mais entende o que é possível e nem o que é razoável. Ninguém mais define o que é justo e o que é certo. Justifica-se tudo o que se quer justificar e, pior que isto, o desenho, que as vezes é só um risco, passa a ser realmente Francisco, quando a necessidade da parte, desde que poderosa, tenha necessidade de modificá-lo. Nem o Papa entende.
 
Lá se vão Bernardos, Isabelas, Magdas, etc-eteras, (até o etc mataram), e hoje já é outro dia e amanhã será outro e a vida segue. Mas que vida? Viver, gente, viver é diferente disso! Não é essa surra e essa fustigação constantes que enfrentamos. E tu, provavelmente, seja um daqueles que botam a culpa nos que estão no poder e tão somente neles. Está errado! Pois quem está no poder é teu filho! Igual ao teu filho que morreu ou mataram! Eles vêm com a educação que tu destes: falha e pífia! É que tu não faz a tua parte e te surpreendes diante das monstruosidades feitas e sofridas! A tua parte é fácil: é só ser mais bacana com os outros, é só, simplesmente, cumprimentar os outros. É só levantar essa mão pesada, dar um aceno. Não precisa nada além disso, caso não queira fazer nada mais difícil, pois basta um aceno para uma pessoa ver a outra como irmã. (Cumprimentar é mais difícil que falar mal, pois para o primeiro é preciso coragem). 
 
*Deputado estadual (PDT)
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