SEGURANÇA E SERVIÇOS PÚBLICOS
Comissão integra grupo de trabalho que irá discutir a segurança pública no Vale dos Sinos
Cristiane Vianna Amaral - MTE 8685 | Agência de Notícias - 15:25 - 22/05/2014 - Edição: Sheyla Scardoelli - MTE 6727 - Foto: Gabriele Didone/Divisão de Fotografia

A Comissão de Segurança e Serviços Públicos, presidida pelo deputado Nelsinho Metalúrgico (PT), realizou audiência pública para tratar da violência e falta de segurança no Vale dos Sinos. O debate, realizado na manhã desta quinta-feira (22), deu origem a um grupo de trabalho que irá continuar discutindo o assunto.

O deputado Mano Changes (PP), que coordenou os trabalhos, lembra que seu mandato vem atuando intensamente nessa área. Para ele, existe uma crise orçamentária na segurança pública. “Apenas R$ 2,7 bi estão previstos no orçamento de 2014.” O parlamentar está encabeçando uma Proposta de Emenda Constitucional para que um percentual da receita líquida do estado seja destinada à segurança pública.

“A bandidagem tomou conta”, lamentou o deputado João Fischer (PP), proponente da audiência pública. Ele destacou que o número de ocorrências policiais dobrou nos últimos dez anos, enquanto o efetivo de policiais diminuiu. “Tenho a sensação de que o pior ainda está por vir”, registrou.

Aumento da violência está ligada ao consumo e tráfico de drogas
O prefeito de Campo Bom, Faisal Karam, acredita que só políticas públicas de médio e longo prazo podem barrar o aumento da violência no Vale dos Sinos. Ele credita o fato ao tráfico de drogas, que gera roubo de carros, o jogo ilegal e a prostituição, alavancando a lavagem de dinheiro.

“São sempre as mesmas queixas”, reclamou o representante da Associação Comercial e Industrial de Novo Hamburgo, Geovane Schell. Ele, que já presidiu o Conselho de Segurança de Campo Bom, apontou que as principais medidas seriam mudanças efetivas nas políticas de segurança e na legislação vigente.

O representante da Associação Comercial Industrial e de Serviços de Sapiranga, Nova Hartz e Araricá, Cícero Paiva, acredita que não adianta mudar as leis, mas que é preciso o comprometimento de toda a sociedade e não só das forças policiais. Ele sugeriu que mais apenados possam trabalhar.

O representante da Federação dos Conselhos Pró-Segurança Pública do Estado do Rio Grande do Sul (Feconsepro-RS), Adilson Frá, avalia que são necessários mais conselhos municipais no estado. Hoje, apenas 150 entidades estariam atuantes no estado.

“Estamos falando de uma desorganização social que reflete em violência”, sustentou a representante da Associação dos Juízes do RS, Jocelaine Teixeira. Para a juíza, tratar os usuários de drogas seria uma medida efetiva para combater a violência. “O mercado existe porque existe o consumidor.” Ela também ressaltou que o tráfico dá poder e status.

“Estamos comprometidos com as comunidades da região”, falou o representante da Polícia Civil, delegado Marcelo Moreira. Ele ressaltou que o aumento do número de crimes está sendo monitorado e defendeu o uso de bloqueadores de celular nas penitenciárias. “As cadeias propagam o delito.”

Divisão de responsabilidades
Para o delegado regional Leonel Carivali, é preciso haver uma divisão de tarefas e responsabilidades entre o público e o privado no combate à criminalidade.  Ele citou ainda o déficit histórico de efetivo como um problema e defendeu a regularidade na realização de concursos públicos na área da segurança pública. Ele garantiu que as apreensões de drogas vão continuar acontecendo e que a Polícia Civil está atenta ao aumento de homicídios e também às extorsões, furtos e roubos de veículos que vem assustando os moradores da região.

“Segurança pública não é um conflito entre bandido e a polícia”, declarou o representante do Ministério Público, João Pedro Xavier.  Ele acredita que os recursos devem ser administrados com inteligência. “Precisamos nos comprometer: a sociedade como um todo.”

Também participaram do debate Alceu Freitas Moreira e Carlos Marques (Brigada Militar), e Rinez Trindade (Tribunal de Justiça), entre outros representantes de entidades estaduais e da região.

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