ARTIGO
Que Estado é esse?
Stela Farias* | PT - 11:47 - 11/02/2015
A forma de organização do "novo" governo aponta os paradigmas que o nortearão. No RS, as opções dos governantes aumentaram as crises ou geraram crescimento. É dessa orientação que saem medidas e ações. Soa bem a ouvidos bombardeados com o discurso do caos o enxugamento da máquina, mas ele gera a falta de atenção a setores importantes, terceirizações e privatizações, sucateamento e precarização de equipamentos e instalações.
 
Há consenso sobre as dificuldades estruturais das finanças gaúchas. O que muda são as alternativas para superá-las. O governo Britto renegociou mal a dívida, agravando a situação, enquanto obteve um orçamento “extra” pela venda de estatais. O governo Yeda teve ausência de políticas de direitos humanos, falta de compromisso com as lutas das mulheres, arrocho salarial e precarização das estruturas (a “enturmação” e as “escolas de lata” por exemplo).
 
Já o governo Tarso Genro optou pelo desenvolvimento com inclusão social. Recuperamos com maiores investimentos, concurso e valorização as estruturas do Estado. Para atender às necessidades sociais, optamos por criar a Secretaria de Políticas para Mulheres e a Secretaria do Desenvolvimento Rural. Investimentos em infraestrutura vieram com financiamentos externos e uma nova relação com o governo federal. Ampliamos a arrecadação sem aumentar impostos, melhoramos as condições salariais dos servidores e alcançamos, pela primeira vez, 12% na saúde.
 
Apoiado no sistema bancário público, batemos recordes de safras, crescemos acima do país, e R$24 bilhões foram injetados na economia gaúcha. Há projetos em implantação no RS, fruto dos esforços dos últimos anos.
 
As primeiras medidas do governo Sartori apontam o padrão “déficit zero”, cujos resultados foram danosos ao RS. Com base num diagnóstico da elite gaúcha, estuda a extinção ou incorporação de estruturas.
 
Extinguir a SPM é um retrocesso. Acabar com o Badesul sinaliza que a capacidade de investimento do RS será comprometida (estudos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA, indica que no período de 1995 a 2006, em todos os anos pesquisados a produtividade do setor público foi 35% mais elevada que a privada).
 
Esperamos que, assim como nos helicópteros para a saúde, o governo volte atrás em outras medidas que retiram conquistas do povo gaúcho e fortaleça a visão de Estado.
 
*Deputada estadual
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