ARTIGO
A irresponsabilidade como método
Alexandre Postal* | MDB - 11:20 - 27/02/2015

O PT tem se revezado no Parlamento e nos espaços de opinião para discorrer uma bateria de críticas contra o governo Sartori, o que é legítimo papel da oposição. Mas é nosso dever apontar o tamanho da contradição de quem ainda não compreendeu o estrondoso recado que a população gaúcha deu nas urnas. A arrogância, a falácia e as falsas promessas foram rejeitadas. Venceu a simplicidade e a sinceridade.

O conteúdo da comunicação petista usa como método a irresponsabilidade, mesma marca da última experiência do partido à frente do Governo do Estado. Ontem, neste espaço, o deputado Tarcísio Zimermann repetiu igual estratégia. Tenho respeito pelo colega, mas ele escreve como se o PT só tivesse acertado, enquanto todos os outros só teriam errado. É o velho monopólio do bem, da ciência e da ética – algo tão velho quanto a Guerra Fria. Convenhamos que, para evoluir, o Rio Grande do Sul precisa um debate mais elevado e construtivo – de parceria e construção, de altruísmo e solidariedade. De responsabilidade.

É assim que o governador José Ivo Sartori tem agido. E isso é de sua essência pessoal. O Estado está diante de um quadro financeiro difícil – isso é fato, não choro. Projetamos o ano de 2015 com uma falta de mais de R$ 5 bilhões para fechar as contas. Isso é resultado de um processo histórico, mas que foi enormemente agravado pelo governo Tarso: deixou mais de R$ 650 milhões de contas não pagas, aumentou a despesa muito mais do que a receita, fez R$ 4 bilhões em novas dívidas, esgotou a capacidade do Estado para novos empréstimos e sacou mais de R$ 7 bilhões do Caixa Único e dos depósitos judiciais. Convenhamos que os artífices desses números não são referência de boas práticas de governança.

O que Sartori está fazendo é agir com responsabilidade. Responsabilidade para buscar o equilíbrio financeiro, preservar os serviços essenciais, construir novas políticas públicas e preparar um novo futuro, com foco nos que mais precisam. Tudo isso sem fazer espetáculo, sem prometer o que não conseguirá cumprir, sem deixar-se tomar pela vaidade do poder. Não buscamos olhar para trás e tampouco rivalizar sem necessidade. Mas não deixaremos de apontar que, para avançar, todos precisam ter uma postura política coerente e responsável. Inclusive a oposição.

* Deputado estadual (PMDB), líder do Governo na Assembleia Legislativa

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