SEGURANÇA E SERVIÇOS PÚBLICOS
Comissão aprova indicação de José Alfredo Parode para presidir o IPE
Olga Arnt - MTE 14323 | Agência de Notícias - 12:50 - 19/03/2015 - Edição: Sheyla Scardoelli - MTE 6727 - Foto: Luiz Morem
Auditor fiscal da Receita Estadual foi aprovado por unanimidade
Auditor fiscal da Receita Estadual foi aprovado por unanimidade

A Comissão de Segurança e Serviços Públicos aprovou por unanimidade na manhã desta quinta-feira (19) a indicação do auditor-fiscal da Receita Estadual José Alfredo Parode para presidir o Instituto de Previdência do Estado - IPE. O relator do processo, deputado Gerson Borba (PP), defendeu a indicação do governador José Ivo Sartori para presidir o IPE nos próximos quatro anos, argumentando que o nome reúne todas as condições exigidas para assumir o cargo e ressaltando a experiência adquirida em 40 anos de serviço público. Parode é formado em Administração de Empresas pela PUC e possui cursos de especialização em Gestão e Políticas Públicas.

Apresentação
Durante a arguição, que durou 50 minutos, Parode afirmou que seu principal desafio será o de aliar sustentabilidade e equilíbrio financeiro ao aumento da qualidade dos serviços prestados. “Não podemos ter medo de fazer as mudanças necessárias. Nossa gestão perseguirá resultados, tendo sempre como norte a qualificação do atendimento”, anunciou.

A principal preocupação de Parode é com a previdência dos servidores públicos, cujo deficit anual chega à casa dos R$ 7 bilhões. Ele reconhece que a criação do Fundo de Previdência dos Servidores Públicos (Fundoprev) foi um avanço importante, mas insuficiente para conter o rombo. Instituído em 2012, o Fundoprev é um regime de capitalização voltado para novos servidores, em que o repasse estatal é igual à contribuição dos beneficiários. No Regime de Repartição Simples, que abarca todos os que ingressaram no serviço público antes de 2012, a contribuição do Estado é o dobro da dos servidores. “A dimensão do problema exige uma reflexão da sociedade para evitar o crescimento do deficit de forma descontrolada”, defendeu.

Ele anunciou ainda que já está trabalhando para buscar uma maneira de equacionar o problema dos 341 municípios que têm convênios com o IPE e agregar as mais de 100 prefeituras que estão na fila para aderir ao sistema. “Nossa intenção é mudar o formato dos convênios, que é caro para os municípios e expõe, de forma desnecessária, os gestores aos órgãos de fiscalização”, explicou.

Sugestões, pleitos e questionamentos
A deputada Stela Farias (PT), que no governo anterior dirigiu a Secretaria da Administração, órgão ao qual o IPE está vinculado, afirmou que a criação do Fundoprev foi indispensável para a nomeação de 23 novos mil servidores públicos pela gestão passada. “O Fundoprev não resolveu o problema do rombo, mas estancou a sangria. Do contrário, cada novo funcionário empossado significaria o aumento do deficit, que só começará a cair em 2030”, revelou.

Já o deputado Marcel van Hattem (PP) defendeu a transparência tanto nos atos da nova direção do IPE quando na discussão sobre o futuro da previdência dos servidores gaúchos. “A sociedade clama por transparência”, frisou.

Os deputados Miriam Marroni (PT) e Bombeiro Bianchini (PPL) pleitearam a ampliação dos serviços de saúde nas cidades de médio porte. A deputada Any Ortiz (PPS) defendeu a melhoria da relação com os profissionais e empresas credenciadas pelo IPE-Saúde. O deputado Maurício Dziedricki (PTB) reivindicou o aumento dos credenciamentos médicos, além da abertura para adesão de novas prefeituras. E o deputado Juliano Roso (PCdoB) afirmou que os novos diretores do Instituto terão todo o apoio do parlamento, desde que não adotem medidas contra a classe trabalhadora. “Como acredito que esta não é a intenção, queremos ser parceiros na construção de soluções”, enfatizou.

O presidente da Comissão de Segurança e Serviços Públicos, Nelsinho Metalúrgico (PT), lembrou que o IPE é um patrimônio dos gaúchos, que deve ser defendido permanentemente. “Devemos ficar sempre atentos para manter o caráter público do sistema e, ao mesmo tempo, afastar as tentações de estender direitos sem a devida contribuição”, finalizou.

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