ARTIGO
Finanças RS: O legado da irresponsabilidade
Tiago Simon* | MDB - 10:03 - 20/03/2015
Concluída a análise dos dados de 2014, é necessário informar à sociedade rio-grandense que até hoje nenhum governante recebeu a calamitosa situação financeira herdada pelo Governador Sartori: elevado déficit orçamentário, retorno ao déficit primário e alternativas de financiamento esgotadas. O governo Tarso acelerou gastos de toda a ordem, como diárias e cargos em comissão, e aumentou a folha salarial acima da capacidade financeira do Estado, a maior parte engatilhada para seu sucessor pagar. Nos dois últimos anos aumentou gastos com Saúde, que financiou com saques no caixa único, nos depósitos judiciais, e ainda deixou restos a pagar.
 
Para cobrir esta orgia financeira, fez o maior saque da história nos depósitos judiciais e no caixa único, de R$ 7,1 bilhões, esgotando todos os saldos. Os juros dos depósitos judiciais custarão aos cofres estaduais, apenas em 2015, mais de R$ 1 bilhão.
 
Em relação às operações de crédito, o governo Tarso realizou 21 empréstimos, no montante de R$ 3,92 bilhões, e esgotou toda a capacidade de endividamento. Mas não foi só isto: destes recursos, destinados a investimentos, utilizou R$ 667 milhões em despesas de custeio.
 
Foi assim que o Estado apresentou déficits orçamentários nos quatro anos do governo, todos eles subestimados segundo o Tribunal de Contas, o que deverá resultar num déficit de R$ 5,4 bilhões em 2015.
 
Em resumo: o governo anterior promoveu gastos em ritmo muito superior ao do ingresso de receitas. Os déficits resultantes cobrarão seu preço na forma de déficit social futuro. Este é o verdadeiro legado do governo Tarso Genro! A lei que permitiu o recálculo dos juros não reduziu em nada a parcela de pagamento da dívida, de 13% da Receita Líquida. Abriu a possibilidade de o Estado fazer novas dívidas, mas corre o risco de não ser regulamentada.
 
Deste modo, causa espanto que integrantes do partido de um governo que impulsionou as despesas de custeio, acelerou o déficit e exauriu todos os saldos disponíveis, passe a atacar os cortes de gastos do governo estadual, adotados na tentativa de minimizar o problema que herdou.
 
Não se pode atribuir a crise a um único governo, ela é histórica e estrutural. Mas cada vez que o governante dá um passo atrás, a crise se torna mais profunda e o futuro mais distante. Números não mentem; e falam por si. O Governo Sartori não está criando o caos. Ele recebeu o caos!
 
*Deputado estadual
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