ARTIGO
Servidores e sociedade são ameaçados pelo Governo. O Psol não aceita essas ameaças!
Pedro Ruas* | PSOL - 16:02 - 27/04/2015

Há anos, desde sua fundação, o PSOL vem denunciando a situação absurda de sangria dos recursos do RS para pagamento da dívida do Estado. Nas eleições para governador em 2006, 2010 e 2014 esta foi a principal denúncia feita pelo PSOL, alertando que esta dívida é uma bomba relógio que mais cedo ou mais tarde iria inviabilizar as finanças do Estado. Temos 13% da nossa Receita Líquida comprometida com o pagamento da dívida. Isto significa R$ 3 bilhões ao ano!

Depois de ameaçar o funcionalismo público com atraso nos salários, e ver a Justiça acatar pedido dos sindicatos impedindo tal medida, o governador Sartori decidiu atrasar o pagamento da dívida com o governo federal. O PSOL considera que esta medida é totalmente insuficiente, e que a postura tímida, para não dizer covarde, do governador não vai garantir que os interesses do povo gaúcho sejam respeitados.

Esta dívida precisa ser enfrentada com seriedade e combatividade, não com uma medida tímida e envergonhada. O PMDB, no governo Britto, foi o responsável pelo acordo lesivo ao Estado. O PT que era oposição aqui nesta Assembleia Legislativa, denunciou e votou contra o acordo. Depois, no governo federal, recusou-se a renegociar. Sequer a tímida renegociação dos juros aprovada pelo Senado será implementada pelo governo federal. Em Brasília é o ajuste nas costas do povo, dos Estados e dos municípios que vai garantir superávit primário para pagar juros aos banqueiros e especuladores. A política de Dilma e Levy só atende aos interesses dos mercados.

O governador Sartori, ao mesmo tempo que quase pede desculpas por atrasar o pagamento da dívida com a União, é bem corajoso para ameaçar o funcionalismo com atrasos de salário e retirada de direitos. Também tem coragem para ameaçar os gaúchos com aumentos de impostos. Não aceitamos esta lógica. O PSOL lutará contra qualquer medida que signifique retirar direitos dos servidores públicos ou aumentos de impostos que atinjam os trabalhadores. Basta olhar os números para perceber que esta dívida do Estado com a União já foi paga inúmeras vezes: era de R$ 9,8 bilhões quando foi renegociada. Ao longo destes mais de 15 anos pagamos R$ 16 bilhões mas a dívida não diminuiu. Ao contrário, está hoje em 44,3 bilhões.

Por isso nossa proposta é a suspensão por tempo indeterminado do pagamento da dívida com a União e uma auditoria independente, que demonstrará de forma cabal a ilegitimidade desta sangria. Uma medida de luta, como manda a tradição gaúcha!

* Deputado Estadual

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