ARTIGO
PSDB: do neoliberalismo à truculência e ao golpismo
Adão Villaverde* | PT - 12:38 - 06/05/2015

Mais estarrecedoras que as imagens das cenas inaceitáveis de policiais enfurecidos, a mando do governo do Paraná, atacando e ferindo mais de 200 professores, estudantes, crianças e mesmo jornalistas que sangraram com a violência desmesurada praticada em Curitiba, quarta-feira, foram as palavras do governador tucano : Ele considerou como "reação natural" a truculência e a covardia dos seus agentes da repressão armados e de aparato exagerado, com cães ferozes, sufocante gás lacrimogênio, contundentes cassetadas e perfurantes tiros de balas de borracha.

Para entender um pouco esta assustadora redução à criminalização de manifestantes civis reivindicando direitos, é necessário compreender que o partido tucano vem transitando, já há algum tempo, de uma identidade neoliberal radical para a prática da violência e a instigação pública do golpismo. A evidência mais primária e reveladora deste comportamento é a não aceitação do último resultado eleitoral.

Esta postura, entretanto, é apenas decorrência, pois seu objetivo atual pretende, em nome de um pretenso combate à corrupção, buscar impor um retrocesso às mudanças e transformações ocorrida no Brasil nos últimos anos. Para atingir tal finalidade -preservando, é claro, o status quo dos privilégios históricos do andar de cima - se for preciso, golpeará a democracia e aplicará um programa pesado de violações às ampliações dos direitos e à inclusão social, impedindo a continuidade do enfrentamento à secular desigualdade em nosso país.  

Outro exemplo deste procedimento, é a supressão dos direitos universais e conquistas históricas dos trabalhadores com o ataque às leis trabalhistas através do PL 4330/2004, que propõe a terceirização nas relações de trabalho em benefício do capital.

Como trata-se de um partido impopular e de memória conhecida e repudiada pela sociedade brasileira, que outorgou-lhe quatro grandes repúdios nacionais consecutivos nas urnas, sua clara estratégia de violência contras os de baixo se ancora em uma lógica golpista. Também revanchista, a estratégica é mobilizada por um comando político que dirige poderosas forças internacionais orgânicas formatando uma grande frente, que vai do liberalismo que não prima pelo jogo democrático e estende-se até líderes de caminhoneiros (dirigidos por empresários e partidos reacionários) que querem ver o circo pegar fogo.

Este frentão de direita é pautado e articulado pela mídia monopolizada, que substitui o próprio partido na cena da disputa política e dedica-se mais a desinformar do que a informar mas, sobretudo, mas cumpre seu objetivo. Ou seja, é a verdadeira organizadora e articuladora do discurso e do movimento anti-petista e contrário aos avanços e às transformações do país na última década.

Entendendo estas premissas, vamos compreender porque o tucanato e seus aliados de semelhantes plumagens reacionárias tratam, com o uso de forças desmedidas, as lutas dos trabalhadores urbanos e rurais, especialmente quando estão no governo e têm um discurso tático de defesa da democracia. Porém, para eles, a democracia não tem valor universal, o que evidencia-se nos seus governos, quando o que menos fazem é combater, de fato, a corrupção e muito menos aprofundar ou melhorar os sistemas de fiscalização e controle.

Como acreditam que os fins justificam os meios, para eles pouco importa se os mais necessitados e vulneráveis são os principais prejudicados por suas políticas.
Seus interesses não são os mesmos do povo, e suas políticas são absolutamente subordinadas à especulação, ao rentismo, aos monopólios e ao entreguismo do país,
sem nenhum respeito à soberania da Nação e à altivez dos brasileiros.

* Engenheiro, professor, deputado estadual PT RS
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