RODOVIAS FEDERAIS
Nelsinho preside audiência sobre fechamento de postos e redução de efetivo da PRF
Marcio Stefani - MTE 17305 | PT - 17:02 - 07/05/2015 - Foto: Luiz Morem
Rodovias federais em pauta
Rodovias federais em pauta

O fechamento de postos e a redução de efetivo nas rodovias federais no Rio Grande do Sul pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), motivou audiência pública na quinta-feira, 07, por parte da Comissão de Segurança e Serviços Públicos (CSSP) da Assembleia Legislativa, em Porto Alegre.

A preocupação levantada pelas comunidades e entidades representativas dos servidores da PRF, foi colocada durante a audiência. Para o presidente da CSSP, deputado Nelsinho (PT), que conduziu a reunião, o fechamento de postos tem custos incalculáveis para a população. "A Polícia Rodoviária Federal executa um serviço fundamental realizando a fiscalização das rodovias e, em especial das fronteiras do Brasil, que são portas de entrada de entorpecentes e de armamentos", afirmou o parlamentar, que ressaltou ainda, "a CSSP é parceira para mediar junto à direção da PRF as reivindicações alternativas e soluções por efetivo e pela manutenção dos postos e delegacias", concluiu Nelsinho.

Segundo o proponente de audiência pública, deputado Gerson Borba (PP), o baixo efetivo facilita as rotas para tráfico e a criminalidade. "A figura do Policial por si só inibe atos, sejam de crimes ou de infrações de trânsito, disse, "na região das Missões, por exemplo, no feriado do dia do trabalhador, havia somente um policial em postos, segundo informações", ressaltou Gerson Borba.

Para o superintendente da PRF no estado, Jerry Adriane Dias Rodrigues, a função da polícia é sempre garantir a segurança viária e não há fechamento de postos, mas um contexto. "A PRF sofreu uma grande transformação. Se aumentou o enfrentamento ao tráfico de armas, de drogas, no combate à exploração sexual e aos crimes ambientais", frisou o inspetor. "O RS representa 7,39% do efetivo nacional. Em 2014 eram 804 policiais na ativa, contra 731 agentes hoje, isso, em função dos servidores que se aposentaram", lembrou.

"Uma das questões que se discute é o distanciamento entre as unidades. Há regiões onde ocorre a concentração de delegacias e postos e em outras o distanciamento", declarou o superintendente. Ainda, segundo a PRF, o número necessário de agentes seria o de 1249 policiais. "Se procura trabalhar nos pontos mais críticos. Não houve aumento significativo de ocorrências - não pelo aumento de autuações, mas pelo aumento da fiscalização", reforçou Jerry.

Deolindo Paulo Carniel, presidente do Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais (SINPRF/RS), afirmou a preocupação com a política adotada pela direção da PRF. "Foram fechados postos de fronteira como Dom Pedrito e Pinheiro Machado. Eram 46 postos e podem chegar a 30 pela política da PRF, indagou o Carniel. "Fechar postos, indica que a criminalidade vai ocorrer. Estamos sendo penalizados pela redução do número de ocorrências no RS", destacou o presidente do Sindicato.

A extensão das fronteiras do país e a redução na fiscalização também foi avaliada por William Thomas - diretor Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais, como problemática ao RS. "Há uma distorção no critério técnico adotado pela PRF. Temos uma fronteira muito extensa. Há a necessidade do chamamento dos aprovados no concurso da Polícia Rodoviária Federal, em número aproximado de 766 agentes", disse William Thomas.

O deputado Nelsinho, ressaltou a disposição em dialogar com o comando nacional da PRF para a análise do tema da audiência, destacando que o diálogo na intervenção dos policiais durante a segunda greve dos caminhoneiros foi importante para que transcorresse sem problemas.

Estiveram presentes na audiência pública o prefeito de Bom Retiro do Sul - Elton Wermann, o vereador Celso Lopes, de São Borja, Beto Pereira, vereador em Gravataí e comunidade e servidores da Polícia Rodoviária Federal.

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