ARTIGO
Crise financeira do Estado
Gerson Borba* | PP - 10:04 - 19/08/2015
A grave crise financeira pela qual passa o Rio Grande do Sul está sendo apresentada como nunca foi antes na história. Temos um Estado muito grande com estruturas que no passado foram importantes para o desenvolvimento gaúcho, mas que, contudo, perderam ao longo dos anos a sua funcionalidade e eficiência. Agrega-se a isso um revés internacional e uma desajeitada economia nacional que por interesses políticos eleitorais manteve uma falsa impressão de estabilidade financeira, o que levou o Brasil a ter que buscar um ajuste fiscal muito superior ao necessário se antes o governo federal tivesse tomado as medidas adequadas.
 
É nesses momentos que os líderes precisam ter discernimento e apresentar propostas que realmente possam provocar soluções de curto, médio e longo prazo, para que o mal seja atacado na raiz e não simplesmente encontrar soluções paliativas. A oportunidade de acerto para o futuro é do tamanho da crise. Precisamos aproveitar o momento, que pode ser único.
 
O parcelamento de salários do funcionalismo, mesmo sendo inevitável, é inoportuno, a paralisação de obras e o atraso e cortes de verbas para áreas fundamentais como saúde, educação e segurança são impopulares e penalizam a população. Contudo, o iminente aumento de impostos, mesmo que transitório, é a proposta que mais prejudica o conjunto da população, pois, além de ser ineficaz, atinge diretamente o setor produtivo, este que realmente pode tirar o Estado desta situação de penúria. O aumento da carga tributária há muito realizado pelo governo federal, tira a competitividade da indústria, aumenta o desemprego, produz recessão e, consequentemente, aumenta a sonegação e a inadimplência.
 
O momento é de reflexão e de grande dificuldade, porém este deputado tem o compromisso com o desenvolvimento. E a elevação pura e simples das alíquotas de ICMS ou outros impostos não vai contribuir para a solução dos problemas estruturais. Devemos sim enfrentar os problemas de frente, mesmo que sejam impopulares, propostas que visem a diminuir o tamanho do Estado, como extinção e venda de fundações e autarquias, além disso precisamos atacar o problema do déficit da previdência, ou seja o IPE. Estas terão, sim, o meu apoio.
 
O RS precisa de reformas profundas e eficientes em sua estrutura, ter foco naquilo que no momento é essencial para o povo gaúcho, como saúde, educação e segurança, e isso somente acontecerá se tivermos crescimento econômico. Qualquer outra medida será apenas paliativa e não resolverá as questões que tanto prejudicam este Estado.
 
* Deputado Estadual
 
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