COMISSÕES
Audiência pública debate medidas para reduzir assaltos a agências bancárias
Olga Arnt - MTE 14323 | Agência de Notícias - 15:55 - 03/12/2015 - Edição: Marinella Peruzzo - MTE 8764 - Foto: Marcos Eifler
Debate reuniu parlamentares e agentes da segurança pública no Plenarinho
Debate reuniu parlamentares e agentes da segurança pública no Plenarinho

O Rio Grande do Sul foi palco de 208 ataques a bancos só em 2015. O crime, que vem aumentando ano a ano, tornou-se uma das principais preocupações dos trabalhadores do setor, clientes, autoridades políticas e agentes da segurança pública. “Os ataques a bancos não são novidades. No entanto, o aumento do número destas ocorrências em nosso Estado nos últimos anos chama a atenção e exige medidas para proteger a vida das pessoas”, afirmou o deputado Tarcísio Zimmermann (PT) na abertura da audiência pública da Comissão de Segurança e Serviços Públicos da Assembleia Legislativa, realizada na manhã desta quarta-feira (3), para discutir o assunto.

Além de proponente do encontro, Zimmermann é autor do Projeto de Lei 410/2015, que consolida a legislação estadual que trata das instalações físicas das agências, determina a adoção de equipamentos para facilitar a vigilância e aumentar a segurança e institui penalidades a serem aplicadas aos infratores. “A principal causa do aumento alarmante dos assaltos a agências bancárias é a fragilidade do sistema de segurança, sobretudo, quando considerados os equipamentos de prevenção já disponíveis, mas ainda pouco implementados por esta atividade econômica extremamente lucrativa e também de alto risco”, argumentou o parlamentar.

Conforme o presidente do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região, Everton Gimenis, os ataques a bancos, em 2015, já superam a média dos últimos cinco anos, que é de 145 episódios por ano O incremento, segundo ele, foi de 43,7%, sem contabilizar as famosas “saidinhas”, roubos a clientes fora do ambiente das agências.

Preocupado com o impacto da situação na vida e na saúde dos trabalhadores do setor, Gimenis defendeu a adoção de mecanismos de abertura remota das agências. A medida tem o propósito de evitar que bancários, vigilantes e suas famílias se tornem alvos dos assaltantes por serem eles os guardiões das chaves das agências e dos cofres. Segundo o sindicalista, os sequestros de bancários, a manutenção de seus familiares em cárcere privado e a violência dos ataques produzem “consequências nefastas” na saúde dos trabalhadores. “Há, por conta desta situação, um alarmante aumento dos casos de Síndrome do Pânico e de distúrbios psicológicos na categoria”, revelou.

Medidas Necessárias
O presidente da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Instituições Financeiras do Rio Grande do Sul, Ademir Wiederkehr, apresentou uma série de medidas para tornar as agências bancárias menos vulneráveis. As sugestões envolvem desde a contratação de mais funcionários para agilizar o atendimento e, assim, dificultar a ação dos “olheiros”, à adoção de equipamentos eletrônicos de vigilância dentro e fora dos bancos. “A segurança começa dentro de casa, mas é preciso investir também na vigilância externa, com a implantação de câmaras nas imediações das agências”, recomendou.

Ele sugeriu, ainda, a implantação de biombos entre os caixas para assegurar privacidade aos clientes, a colocação de vidros à prova de bala nas fachadas dos prédios e recuo das portas eletrônicas.

Soluções inteligentes
Representando a Brigada Militar, o tenente Carlos Armindo André Marques afirmou que a tecnologia deve ser uma aliada no combate aos ataques a bancos. Ele criticou o fato de os trabalhadores do setor servirem de anteparo para os assaltantes. “Há soluções mais inteligentes. Por exemplo, existem meios de inutilizar as cédulas de dinheiro no caso das explosões a caixas eletrônicos. Por que isso não vem sendo usado?”, questionou.

O diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC), Eduardo de Oliveira Cézar, disse que o combate aos ataques a banco é uma prioridade. Ressaltou, no entanto, que a legislação branda protege o infrator, possibilitando que ele saia da cadeia em pouco tempo.

Rede para enfrentar a violência
Com a experiência de quem já foi prefeita, a deputada Stela Farias (PT) propôs a constituição de uma rede com a participação dos trabalhadores, empresários e Poder Público para enfrentar o problema. A parlamentar defendeu ainda a proibição de instalação de caixas eletrônicas em prefeituras, que também estão se tornando alvos dos assaltantes, e o retorno das patrulhas bancárias da Brigada Militar.

Vistorias
No final do encontro, o deputado Tarcísio Zimmermann (PT) anunciou que convidará o Ministério Público do Trabalho para verificar as condições de segurança de agências bancárias dos municípios de Tapes e Sentinela do Sul. Segundo o presidente do Sindicato dos Vigilantes, Loreni dos Santos Dias, as agências destes municípios funcionam de forma precária e não oferecem segurança para os trabalhadores e clientes.

O petista afirmou também que analisará o pedido do Sindicato para incluir no projeto de lei, de sua autoria, a obrigação dos bancos implantaram escudo de proteção para os vigilantes.

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