COMISSÕES
Diretor da Amapers apresenta levantamento sobre situação dos presídios do Alto Uruguai
Olga Arnt - MTE 14323 | Agência de Notícias - 11:01 - 23/06/2016 - Edição: Vicente Romano - MTE 4932 - Foto: Juarez Junior
Conforme Kist, o sistema está prestes a explodir
Conforme Kist, o sistema está prestes a explodir
O diretor do Sindicato dos Servidores Penitenciários do Rio Grande do Sul (Amapers-Sindicato), Rodrigo Kist, apresentou à Comissão de Segurança e Serviços Públicos da Assembleia Legislativa, na manhã desta quinta-feira (23), levantamento realizado pela entidade nos presídios da região do Alto Uruguai. Segundo Kist, a realidade em todas as casas prisionais da região é marcada pela falta de servidores, superlotação, escassez de armamentos e de sucateamento das estruturas físicas.”O sistema está prestes a explodir, e quem pagará a conta é a sociedade”, advertiu, lembrando que a entidade apurará a situação do sistema nas demais regiões do Estado também.

De acordo com o levantamento, o presídio de Passo Fundo, por exemplo, conta com um servidor para cada grupo de 156 presos, enquanto a Organização das Nações Unidas (ONU) recomenda um agente para cinco apenados. A cadeia do município de Sarandi tem uma lotação 400% acima de sua capacidade, superando, neste quesito, o Presídio Central de Porto Alegre, apontando como o mais superlotado do País. Já a casa prisional de Erechim abriga 478 presos, mas tem espaço para apenas 239. E o presídio de Carazinho, cujo prédio foi construído em 1953, apresenta deterioração em todas as galerias, facilitando fugas.

Kist afirmou que o valor destinado ao custeio dos presídios gaúchos, cerca de R$ 136 milhões anuais, é insuficiente para manter o sistema funcionando. Ele revelou que muitos estabelecimentos não contam com armamentos não letais para conter rebeliões e fugas ou ficam sem proteção quando funcionários são designados para fazer escoltas armadas a detentos em audiências judiciais. Segundo o sindicalista, são necessários mais três mil agentes para suprir as necessidades dos presídios que estão em funcionamento e dos novos estabelecimentos que deverão entrar em funcionamento.

O presidente da Comissão, deputado Nelsinho Metalúrgico (PT), classifica a situação de gravíssima e acredita que a Susepe não conseguirá cumprir seu papel sem aumentar seu quadro de servidores. “Prova disso é que Complexo Prisional de Canoas, que oferece 2.800 vagas, está pronto há dois anos, mas não entrou em funcionamento por falta de pessoal”, argumentou.

O parlamentar afirmou que encaminhará o levantamento a todos os deputados, e que a Comissão deverá tratar do tema em uma audiência pública, junto com as frentes parlamentares que tratam do tema.

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