ARTIGO
Colono e Motorista - legado de lutas
Edegar Pretto* | PT - 11:43 - 25/07/2016

A nossa caminhada sempre teve como base a vontade popular representada pela luta dos trabalhadores do campo e da cidade. É com este compromisso de um trabalho sério e com dedicação, que me orgulho de representar o legado do meu pai, deputado Adão Pretto, e de tantos outros lutadores sociais.

Aproveito o dia 25 de julho, data que celebramos o Dia do Colono e do Motorista, para reforçar a importância das agendas dos dois setores diante dos  acontecimentos políticos do país. Minha origem é na agricultura familiar. Trabalhei na roça até os 15 anos com meus irmãos. Depois, segui os passos do meu pai, que foi o primeiro colono a ocupar uma cadeira na Assembleia Legislativa. Fui eleito deputado estadual pela primeira vez em 2010, e segui firme a defesa de pautas que hoje são marcas do nosso trabalho e conhecidas no estado, como agricultura familiar e fim violência contra as mulheres. Reeleito em 2014, reforcei a luta por direitos conquistados pelos trabalhadores nos últimos 13 anos, em especial, as conquistas e garantias da agricultura familiar. Em razão disso, tenho promovido no Parlamento, e por todo o Rio Grande do Sul, uma reflexão sobre a importância de evitarmos os retrocessos que os governos Sartori e Temer tentam nos impor.

Além da ameaça à democracia com o golpe do impeachment, está em jogo os direitos conquistados. Se por um lado o governo Dilma e Tarso promoveram recordes de créditos por meio do Plano Safra, estimularam a produção de alimentos e ampliaram políticas para garantir a permanência das famílias no campo, agora estamos diante de desmontes com objetivo de enfraquecer a luta dos que produzem a comida que chega em nossa mesa. A extinção do Ministério do Desenvolvimento Agrário foi um grande golpe na agricultura familiar. Sem falar do enfraquecimento dos programas de compras públicas para aquisição de alimentos produzidos pelos pequenos agricultores.

No estado, a atual gestão reduziu a Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo, encolheu orçamento e paralisou programas. Isso mostra que efetivamente os mais necessitados do campo não fazem parte da agenda do governo Sartori. A estratégia de produção não pode beneficiar só o agronegócio, que tem sua base no uso abusivo de agrotóxicos para produzir alimentos. Queremos um novo modelo agrícola, e a defesa da agricultura familiar não pode ser somente uma fala sobre a importância do agricultor produzir alimentos saudáveis, mas uma luta permanente para que ele tenha uma vida boa no campo com dignidade e renda.
Cabe lembrar ainda, que o atual governo gaúcho está trazendo de volta os pedágios para as estradas, o que acarreta prejuízos aos motoristas e reedita o modelo implantado em 1995 pelo então governador Antônio Britto, num projeto que por 15 anos fez o povo pagar o pedágio mais caro do país, sem a devida contrapartida em quesitos como qualidade, manutenção e ampliação das rodovias.

Seguiremos mobilizados em defesa destes dois setores que cumprem importante papel na economia e desenvolvimento social, pois quem vive do trabalho da terra e da estrada, precisa manter a constante luta por seus direitos conquistados ao longo da história.

*Deputado estadual e Coordenador da Frente Parlamentar Gaúcha em Defesa da Alimentação Saudável

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