ARTIGO
Sem golpe na democracia e nos direitos
Adão Villaverde* | PT - 14:47 - 25/08/2016

Só uma forte campanha de rua e grandes mobilizações, articuladas com uma plataforma de lutas denunciando o golpe contra Dilma e impedindo a retirada de direitos exporá as contradições do ilegítimo Temer. Fragilizará suas falsas fortalezas, apoiadas por setores golpistas das classes dominantes, a maioria congressual questionável e o suporte já desgastado da grande mídia. Também amplificará suas vulnerabilidades, falta de legitimidade e queda de popularidade quando ataca direitos, trava investigações e sinaliza aumentar impostos. E, com mais intensidade, vicejarem as denúncias em nível mundial, como a decisão do Tribunal Internacional de Notáveis no Rio de Janeiro e os protestos na Olimpíada.

Impõe-se intensificar o movimento por Diretas Já, contrapondo-se à alternativa golpista que, se fragilizada, vai propor novo presidente via Congresso, ou realizar uma eleição tutelada em 2018. É emblemático o que já fazem com Lula, para prendê-lo, como já tentaram, ou incriminá-lo, como recorrentemente ocorre. A tática óbvia é tirar a condição de elegibilidade do ex-presidente, líder das pesquisas eleitorais.

Toda retomada da consciência democrática nas ruas não pode ficar desamparada, à mercê do conformismo com o ilegítimo governo interino, que será levado a concluir seu ilegal mandato. Devemos potencializar a muito provável crescente perda de legitimidade e, principalmente, o aumento do desgaste que se desenha num horizonte muito próximo. Vide as recentes denúncias contra Temer, Padilha e Serra, associadas às conhecidas, dos chamados “notáveis ministros corruptos” do governo golpista.

É o único rumo para solucionar a crise de modo democrático e popular; de um lado, apostar na unificação de uma plataforma de lutas nacional, que evite dispersão dos movimentos sociais e unifique sua potência; de outro, repelir o acomodamento e as simplificações paralisantes frente ao ilegítimo governo. Do contrário, a derrota da democracia e os avanços da regressão e do conservadorismo caminharão a passos largos, tutelados pelo mercado e pela batuta implacável do rentismo.

*Professor, engenheiro e deputado estadual – PT

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