ARTIGO
Temos de falar sobre suicídio
Juliano Roso* | PC do B - 12:58 - 26/09/2016
Desde 2014, o mês de setembro serve para alertar sobre um assunto que ainda é tabu em nossa sociedade: o suicídio. O Setembro Amarelo foi criado para chamar atenção para índices alarmantes de pessoas que tiram a própria vida. Um tema que precisa ser cada vez mais discutido. A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta para dados impressionantes. Mais de 800 mil pessoas cometem suicídio por ano no mundo, isso representa uma morte a cada 40 segundos. O Brasil é o oitavo país com mais suicídios, são 32 mortos por dia. O suicídio mata mais que o câncer, mais que a guerra.
 
O Rio Grande do Sul lidera o topo do ranking no país, com 10,4 casos a cada 100 mil habitantes. O dobro da média nacional. Em 2015, foram contabilizadas 3,3 mil tentativas de suicídios notificadas entre os gaúchos. Estamos diante de uma “epidemia” de suicídios e, como tal, deve ser atacada por muitas frentes e com muitas mãos. Enquanto cidadão e representante político, não posso ficar apático à essa situação relatada por números, mas que vai além deles. Estamos falando de vidas sendo ceifadas diariamente por um mal silencioso, fruto da depressão, do desamor, da falta de perspectiva e de confiança no futuro.
 
Precisamos sim falar sobre isso. Mas também precisamos urgente de políticas públicas que garantam o acolhimento, o tratamento e o acompanhamento de pacientes na rede de saúde. É necessário a criação de uma rede de prevenção ao suicídio. Muitas ONGS o fazem de maneira voluntária e com ótimos resultados. Exemplo que deve ser seguido pelos órgãos da saúde. Segundo estudiosos do tema, o diálogo é o primeiro passo para romper com este ciclo autodestrutivo. Vamos falar mais e buscar juntos ações para diminuirmos esses índices e mudarmos essa triste realidade.
 
*Deputado estadual (PCdoB)
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