ARTIGO
Os tempos mudam
Marcel Van Hattem* | PP - 18:04 - 01/01/2017
A votação do pacote proposto pelo governador José Ivo Sartori, que busca ajustar os serviços públicos eliminando inchaços da máquina estatal, nos leva a ouvir novamente a gritaria desmedida da perdida esquerda brasileira.
 
Vemos discursos repetitivos de deputados oposicionistas, em linha com sindicalistas e servidores de fundações pouco produtivas, tentando enaltecer o trabalho destas entidades como se fossem responsáveis pelos serviços mais essenciais para a população. Pego como exemplo a TVE, a TV Educativa, que em outros tempos já teve uma atuação mais relevante, em um outro contexto tecnológico.
 
Será que os defensores da Fundação Piratini, que gere a TVE, não percebem que a maioria das crianças de hoje tem celulares e tablets para assistir o que quiserem, e que a transmissão da TVE não faz mais diferença? Que basta entrar no Youtube e colocar algum desenho da Peppa ou da Dora Aventureira para que as crianças encontrem entretenimento que antes procuravam na TVE? Será que todo dia quando os dois “operadores de casseteiras”, que ganham mais de R$ 4 mil mensais” se veem competindo com televisores 3D, 4D eles não se perguntam sobre a relevância daquele trabalho antiquado pra qualquer telespectador de hoje?
 
Talvez os defensores da vida longa à TVE pensem que o Estado deva aumentar o investimento para modernizar as transmissões. Mas, aí devo perguntar se eles não se importariam que no caminho da escola nossos filhos estejam ameaçados por bandidos. Talvez este defensor queira uma câmera de última geração, mas me pergunto não se importa que, quando o seu tio, seu pai, seu amigo, ficar doente, não vai ser atendido e pode ficar meses esperando uma consulta. Talvez ele considere que a TVE pode educar mais do que um professor pago em dia. Nesse caso, recomendaria que estes defensores voltem pro mundo imaginário dos socialistas que consideram que o Estado tem que competir com Netflix.
 
Assim como nossas mães e avós ficavam saudosas dos programas de radionovela da sua infância, com o surgimento da televisão e do cinema infelizmente aqueles atores, produtores, técnicos do rádio tiveram que se adaptar e passar a fazer entretenimento mais completo, que englobava aspectos que a tecnologia até então não permitia. Era ótima a infância das nossas mães, mas o mundo avançou. Quem para no tempo e acaba defendendo a sua infância como se fosse algo insuperável, o seu emprego como se fosse o único, infelizmente parece não estar vivendo em 2016.
 
*Cientista político e deputado estadual
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