ARTIGO
Plataforma P-71: o povo de Rio Grande não pode ser penalizado
Edson Brum* | MDB - 14:54 - 11/04/2017

Há poucos dias, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, chocou os gaúchos ao declarar, em entrevista à imprensa de Porto Alegre, que a plataforma P-71 não será concluída e que o futuro do Polo Naval de Rio Grande do Sul se tornou incerto. A afirmação não poderia ser mais desastrosa, no que se refere à recuperação da autoestima dos gaúchos, como um todo, e da boa gente de Rio Grande, em especial.

As argumentações de Parente, competente tecnocrata e renomado executivo que, de fato, já salvou muitas empresas da bancarrota, seguem a dura lógica da matemática financeira. Neste caso específico, porém, é preciso que sejam levadas em conta uma série de questões sociais que ultrapassam o seco mundo dos grandes negócios. Mais do que balanços, extratos, relatórios e análises comparativas, há milhares de futuros em jogo, o futuro de pessoas que não podem ser penalizadas.

A interrupção abrupta das obras, se de fato for levada a cabo, seria realizada num momento em que pelo menos 50% dos projetos já foram concluídos. Já foram computadas o fechamento de 20 mil postos de trabalho, desde o ápice do complexo naval. Estima-se que, não havendo reversão do quadro, as 147 mil toneladas de aço, já estocadas para a continuidade das obras, terão de ser vendidas como sucata. E este é somente um exemplo. Quantas outras variações de desperdício estarão envolvidas nesta tria decisão do presidente Parente?

Não somente Rio Grande, mas o conjunto dos municípios que vinham sendo beneficiados com os investimentos no setor naval estão sofrendo uma violenta retração em suas economias, com queda na arrecadação e interrupção de uma série de investimentos em toda a cadeia produtiva da região.

Qualquer mudança de perspectiva passa a depender de eficiência não somente para a gestão financeira, mas para a busca de alternativas juridicamente perfeitas e socialmente justas. Neste momento em que há tanto em jogo, precisamos desarmar os espíritos, temos de estar todos do mesmo lado, dispostos a quantas rodadas de discussão forem necessárias. Afinal, somos todos gaúchos. Somos todos brasileiros.

*Deputado Estadual (PMDB)

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