SESSÃO PLENÁRIA
Pronunciamentos na tribuna nesta quarta-feira
Francis Maia - MTE 5130 | Agência de Notícias - 17:40 - 28/06/2017 - Foto: Marcelo Bertani
Sessão plenária de quarta-feira, 28 de junho
Sessão plenária de quarta-feira, 28 de junho

Confira o resumo dos pronunciamentos dos deputados e deputadas durante o período das Comunicações da sessão plenária do Parlamento gaúcho desta quarta-feira (28). A íntegra das manifestações pode ser ouvida no endereço www.al.rs.gov.br/legislativo , em áudios das sessões.

O anúncio hoje (28) pelo governador José Ivo Sartori da liberação de R$ 22 milhões para 131 municípios que decretaram situação de emergência em decorrência das chuvas foi o assunto do deputado Vilmar Zanchin (PMDB) da tribuna. Ele explicou que são valores pendentes da área da saúde. O lançamento do Plano Safra 2017/2018 foi outro tema abordado pelo deputado, que registrou o terceiro ano seguido de recorde do governo ao disponibilizar R$ 3,2 bilhões do sistema financeiro estadual. Ele destacou os recursos liberados para esse plano em 2015, R$ 2,8 bilhões; em 2016, R$ 3 bilhões; e agora, R$ 3,2 bilhões, dos quais R$ 2,2, bilhões serão liberados via Banrisul; R$ 600 milhões pelo BRDE e R$ 400 milhões pelo Badesul. Disse, ainda, que na safra passada, a boa aplicação de recursos e custeio e investimentos rendeu R$ 30 bilhões de faturamento bruto com a produção e comercialização de grãos. A supersafra deste ano resultou em 18 milhões de toneladas, um aumento de mais de 12% em relação ao total da safra passada; e mais de 10% em rendimento de produtividade.

A deputada Stela Farias (PT) tratou do avanço da violência em Alvorada, cidade onde vive, foi vereadora e prefeita. Destacou os altos índices de violência, que colocam a cidade metropolitana no primeiro lugar como a mais violenta do estado, os mais altos índices de Aids, sífilis e tuberculose, “a prova viva de como é rápido demolir políticas públicas e como é demorado refazê-las”. O novo registro da situação da violência foi hoje, através de denúncia, de cabeça de homem recolhida da via pública. Comentou que “não é possível que a segurança seja tratada de forma isolada e sem relação com políticas públicas da educação, saúde, geração de emprego e renda”. No período em que administrou acidade, disse que através de um conselho municipal de segurança pública envolveu outros órgãos municipais e lideranças empresariais, criticando o governador Sartori por não apresentar projetos nessa área. Dados do IPEA de 2013 mostram que a cada 1% de redução de desemprego a taxa de homicídio cai para 2,1%; “a taxa de homicídio está ligada ao desemprego”, afirmou. Enquanto outros estados conseguem reduzir a criminalidade, no Rio Grande do Sul só aumenta, resultado do enxugamento de todos os setores da segurança. O assunto foi debatido na semana passada, em Alvorada, com lideranças locais, e resultou em pedido de audiência com o governador Sartori para discutir soluções com a comunidade.

Os 23 anos do Plano Real foram registrados pela deputada Zilá Breitenbach (PSDB), “o mais bem sucedido plano econômico da história brasileira”, quando “a moeda que simbolizou o projeto idealizado por Fernando Henrique Cardoso no governo Itamar acabou com a hiperinflação no Brasil”. Lembrou que foi em julho de 1984 que o projeto entrou e a moeda passou a existir. A inflação acumulada até julho daquele ano era de 815,60% e, comentou a deputada, “quando se comemora as conquistas é porque algumas adequações aos planos de governo foram feitas e os primeiros passos foram dados em 93, quando Fernando Henrique foi escolhido ministro da Fazenda”. Segundo ela, a estabilidade da economia trouxe bem-estar material aos brasileiros, comprovado no salto da renda per capita, 25% superior à média entre 90 e 94. Houve queda dos indicadores de extrema pobreza, e caiu o número absoluto de pessoas abaixo da linha de miséria. Para enfrentar as adequações é preciso coragem e compromisso, afirmou, “somos responsáveis e temos que resgatar a nossa credibilidade dando respostas”, referindo-se à crise nacional e a corrupção que permeia todos os setores. Aqui, o Estado tem máquina pública de 40 anos atrás e é preciso mudar, legislar com mais agilidade e enfrentar os projetos que são necessários para modernizar o Estado. Referiu a decisão da Assembleia de enfrentar, nas próximas semanas, três dias de votações para acelerar as adequações que estão em pauta.

O deputado Sérgio Turra (PP), ao fazer uma análise dos “tempos difíceis” pelos quais passa o país, especialmente pelo comportamento de alguns políticos, condenou as recentes declarações feitas pelo presidente Temer contra o procurador-geral da República Rodrigo Janot e pelo ex-presidente Lula, de que se condenado “não vale a pena ser honesto no Brasil”. Considerou “trágicas” as declarações e disse esperar que o Congresso acate a denúncia contra Temer para que ele possa ser investigado. “A Lei vale para todos, doa a quem doer”, afirmou, salientando que esta é a maneira correta para que o país volte a construir sua estabilidade. “Nós políticos não podemos defender corruptos de estimação”, concluiu.

A deputada Regina Becker Fortunati (PDT) destacou a realização, na próxima sexta-feira (30), no Teatro Dante Barone, da Assembleia, do seminário que promove para tratar sobre a leishmaniose visceral, patologia que afeta várias espécies de animais – entre eles os felinos, os cavalos, os tatus, as raposas, entre outros – mas da qual os cães tem sido os “grandes vilões”, inclusive com eutanásias promovidas pelo país contra os caninos, apesar da doença poder ser tratada com medicação. “É possível tratar com medicação e estes animais também têm direito à vida”, defendeu. O evento inicia às 13h30 e contará com a presença dos maiores especialistas brasileiros sobre a patologia.

O deputado Jeferson Fernandes (PT), também ao referir a denúncia contra o presidente Temer, disse estranhar o silêncio de alguns políticos sobre o assunto, os quais até há poucos dias atrás se pronunciavam por um país mais ético e contra a corrupção, além dos grandes meios de comunicação com abrangência nacional que convocavam as pessoas a irem às praças e transmitiam até “panelaços” em apartamentos. “É evidente que isso era pré-programado”, observou, ao salientar que “nada mais disso se escuta; é um silêncio. Não se queria" – acrescentou - "combater a corrupção, senão essas pessoa estariam aqui bradando pela saída de Temer”. Jeferson avaliou que o que ocorre é um movimento para implantação de um projeto econômico que retira direitos dos trabalhadores, como as reformas trabalhistas e da previdência, promove o desmonte do Estado e vende o patrimônio público - a implantação do neoliberalismo no país. “Está evidente”, afirmou Jeferson Fernandes. Ao concluir, convocou a toda a população para participar da greve geral da próxima sexta-feira, “pela retomada de um Brasil para os brasileiros e trabalhadores”.

O deputado Tiago Simon (PMDB), ao responder o pronunciamento de Jeferson Fernandes, disse ser não ter procedência a formulaçãomuito simplista e muito partidária” do petista, de que se pretendia derrubar a presidenta Dilma para a implantação de um projeto neoliberal no Brasil. “Dilma caiu porque quebrou o país”, afirmou. “Isso não significa que nós do PMDB não venhamos a enxergar o que está acontecendo agora, infelizmente, de termos na figura de Temer o primeiro presidente denunciado na história. Isso nos envergonha profundamente”, observou. Ao concluir, disse esperar que o Congresso possa elucidar a questão e reafirmou que seu posicionamento é pela renúncia de Michel Temer.  

O deputado Marcel van Hattem (PP) destacou a “profunda decepção de todos os brasileiros com tudo o que está acontecendo na política, cujas raízes são de há muito tempo de um sistema político apodrecido”. Afirmou que Michel Temer não tem condições de continuar “sangrando” até as próximas eleições. “Precisa deixar o cargo urgentemente.  É a atitude mais digna”, finalizou.

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