COMISSÕES
Servidores da Carris reclamam de “assédio moral coletivo” por parte do prefeito
Marinella Peruzzo - MTE 8764 | Agência de Notícias - 11:17 - 01/11/2017 - Edição: Celso Bender - MTE 5771 - Foto: Guerreiro
Reunião aconteceu na sala Salzano Vieira da Cunha, 3º andar da AL
Reunião aconteceu na sala Salzano Vieira da Cunha, 3º andar da AL

Em reunião ordinária da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos, na manhã desta quarta-feira (1º), servidores da companhia de transporte público Carris rebateram acusações recentes feitas pelo prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Jr., em veículos de comunicação e criticaram o tratamento que vem sendo dispensado à empresa. Segundo Alceu Weber e Gilmar da Costa, os servidores – em estado de greve desde o dia 7 de outubro – foram chamados pelo prefeito de “vagabundos”, “preguiçosos” e “ladrões”, o que representava, segundo ele, um “assédio moral coletivo”. Por trás das declarações, conforme os servidores, estava a intenção de fatiar a companhia e entregá-la à iniciativa privada.

Sobre as acusações de roubo, Gilmar da Costa afirmou que não houve qualquer sindicância interna aberta na Carris. Weber disse que o prefeito apresentava números imprecisos e fantasiosos e que um balanço preliminar dos estoques da empresa indicou sobra de 16 mil litros de combustível.

O presidente da comissão, deputado Jeferson Fernandes (PT), e a deputada Manuela d’Ávila (PCdoB) sugeriram que os servidores procurassem o Ministério Público do Trabalho e que também acionassem individualmente a Justiça.

Outros temas
Na reunião, os parlamentares ainda abordaram outros assuntos. Manuela d’Ávila lembrou ter protocolado na comissão, no dia 20 de outubro, um memorando acerca de situação ocorrida em clube da Capital, quando um casal homoafetivo teria sido hostilizado. A deputada pediu que se ouvisse a delegada que atuou no caso.

O caso de bailarino que teve a sua performance confundida com um surto psicótico e foi amarrado e sedado também chamou a atenção dos parlamentares, que deverão ir a Caxias do Sul para ouvir os envolvidos. 

Jeferson Fernandes fez um breve relato de viagem realizada com o presidente da UGEIRM-Sindicato a Montevidéu, onde denunciaram à Corte Interamericana de Direitos Humanos três situações no Estado: a manutenção ilegal de presos em delegacias (o que teria resultado, segundo Jeferson, a partir de comunicação da Corte às autoridades brasileiras, na transferência dos presos para a Penitenciária de Canoas), a criminalização de direitos sociais, como no caso da desocupação Lanceiros Negros, e a extinção de políticas públicas para as mulheres.

Após a reunião, os deputados permaneceram na sala para ouvir representantes de organizações sociais que tiveram suas sedes invadidas.

Além de Jeferson e Manuela, estiveram presentes os deputados Lucas Redecker (PSDB), Missionário Volnei (PR) e Bombeiro Bianchini (PPL).

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