COMISSÕES
Amapergs busca apoio para garantir nomeação de aprovados em concurso da Susepe
Olga Arnt - MTE 14323 | Agência de Notícias - 11:29 - 09/11/2017 - Edição: Marinella Peruzzo - MTE 8764 - Foto: Guerreiro

Representantes da Associação dos Monitores e Agentes Penitenciários do Rio Grande do Sul (Amapergs) pediram apoio dos deputados para pressionar o governo a nomear os aprovados no último concurso público para a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe). Eles se manifestaram no período dos Assuntos Gerais da reunião ordinária da Comissão de Segurança e Serviços Públicos da Assembleia Legislativa, realizada hoje (9) pela manhã. Segundo o diretor da entidade, Rodrigo Kirst, até agora, foram nomeados 480 dos 720 aprovados no último certame. “Os funcionários que aguardam para serem chamados são fundamentais para amenizar a crise do sistema penitenciário. Não podemos esquecer que este tema não interessa só à categoria, mas à sociedade, pois tudo o que acontece dentro de uma cadeia tem reflexo nas ruas”, ressaltou.

Ele criticou a permanência de policiais militares nas casas prisionais em detrimento do policiamento ostensivo e preventivo e denunciou a falta de condições de trabalho para os agentes penitenciários. “Muitas vezes, falta até munição antimotim. Não podemos nos iludir e pensar que é possível garantir segurança à população sem fazer investimentos”, apontou.

O presidente da Comissão, Catarina Paladini (PSB), afirmou que encaminhará o documento apresentado pela Amapergs ao secretário de Segurança, Cézar Schimer. “A situação apresentada pelos agentes já havia sido diagnosticada pela nossa comissão, que está empenhada em colaborar na busca de uma solução para a crise do sistema prisional e para garantir segurança à população. Vamos encaminhar o pleito ao governo e agregar um pedido para que o Executivo apresente um calendário de chamamento dos aprovados”, anunciou.

Solidariedade

Os demais membros da CSSP também manifestaram solidariedade ao pedido da associação. O deputado Valdeci Oliveira (PT) afirmou que o déficit de pessoal na Susepe é de, pelo menos, 2.320 servidores. Ele criticou a falta de investimentos no setor no atual governo, comparando os recursos aplicados de 2014 a 2016. “No último ano do governo Tarso, foram investidos R$ 168 milhões. Em 2015, Sartori investiu R$ 11 milhões e, em 2016, R$ 8,8 milhões. Estes números revelam a total falta de compromisso do atual governo com um setor fundamental”, apontou.

A deputada Juliana Brizola (PDT) afirmou que a política de segurança em curso é mal-intencionada, pois coloca a categoria dos policiais militares contra a dos agentes. “Ao agir assim, o Executivo mostra que não quer fazer um pacto pela segurança”, acredita.

Na avaliação da parlamentar, o Rio Grande do Sul continua sem ter uma política prisional. “Está provado que o encarceramento em massa, como atualmente é feito, sem qualquer preocupação com a recuperação e a dignidade do preso, não reduz a criminalidade”, frisou.

Já o deputado Ronaldo Santini (PTB) considera que, ao longo dos 20 anos, o Rio Grande do Sul não teve uma política de segurança. “A crise que enfrentamos hoje é fruto da omissão dos agentes políticos e da sociedade em geral, que agora paga um preço alto”, afirmou.

Ele defendeu uma política de segurança pública de Estado, efetiva e com continuidade e não de governo.

O deputado Nelsinho Metalúrgico (PT) classificou a política do atual governo de desastrosa. “Em três anos, o governo Sartori conseguiu a proeza de colocar Porto Alegre entre as três capitais mais violentas do País”, finalizou.

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