ARTIGO
A quem interessa?
Sérgio Turra* | PP - 10:33 - 14/12/2017
Há poucos dias, foi encaminhada à Assembleia Legislativa uma série de projetos para reforçar o combate à criminalidade. São propostas urgentes, dada a crise de insegurança que já gerou tantas vítimas no Rio Grande do Sul. Mas, estranhamente, PT, PSol e PCdoB parecem considerar que o Rio Grande do Sul pode suportar o avanço da violência. Só pode ser essa justificativa para obstruir a discussão desses projetos no Parlamento. Agora, três deles correm o risco de serem examinados apenas em 2018.
 
O atraso impede a votação de projetos que dariam uma resposta à escalada da violência no Estado. É o caso da isenção de ICMS para veículos, armamentos e equipamentos a serem doados para as polícias. E, também, da criação de um fundo para arrecadar recursos privados para a segurança. São medidas com potencial de melhorar a estrutura e ampliar o policiamento, envolvendo a sociedade na qualificação das forças de segurança. Uma boa forma de compensar a incapacidade do Estado de investir mais no setor. Tivemos bons exemplos disso em Porto Alegre, onde moradores se uniram para reformar imóveis da Brigada Militar.
 
Mais do que um retrocesso político, o comportamento desagregador na Assembleia Legislativa atesta que estamos na contramão do bom senso. Casos bem-sucedidos pelo mundo afora mostram que a realidade só pode ser transformada a partir da união. É a soma de esforços da sociedade civil, entidades, governos, parlamentos e órgãos de Justiça que traz resultados concretos. Ora, se a oposição tem objeção em relação aos projetos, que participe do debate e apresente emendas aos textos. Que critique, fiscalize e proponha alternativas. O que não podemos é adiar mais a discussão. A quem interessa impedir a isenção de ICMS que poderia, por exemplo, criar mais patrulhas rurais no interior? A quem interessa barrar um fundo para trazer mais recursos à segurança?
 
O que sabemos é quem será prejudicado com esse atraso: os gaúchos. Famílias, produtores rurais, empreendedores, trabalhadores. Todos nós, que estamos à mercê da violência, enquanto alguns partidos priorizam suas ideologias e planos eleitorais em detrimento da sociedade. Nessa luta contra a violência, todos devemos nos unir. Estamos falando do bem contra o mal. Nenhuma bandeira partidária deve ser maior do que a proteção do cidadão.
 
*Deputado estadual
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