SESSÃO PLENÁRIA
Pronunciamentos na tribuna nesta terça-feira
Celso Luiz Bender* - MTE 5771 | Agência de Notícias - 16:04 - 06/03/2018 - Foto: Guerreiro
Deputada Liziane iniciou as manifestações na tribuna
Deputada Liziane iniciou as manifestações na tribuna
Na sessão plenária desta terça-feira (6), na Assembleia Legislativa, deputadas e deputados utilizaram a tribuna para comunicações de lideranças. A íntegra das manifestações pode ser ouvida no endereço www.al.rs.gov.br/legislativo, em áudios das sessões.
 
A deputada Liziane Bayer (PSB) disse que subia à tribuna para homenagear uma grande gaúcha e grande brasileira neste mês dedicado às mulheres. “Esta não é só uma deferência minha, ou da bancada do PSB, mas também da Marinha do Brasil, com representação nesta Casa no dia de hoje. Muitos podem não conhecê-la, mas a Marinha conhece, uma vez que se trata da mulher que trouxe à vida um grande personagem da história do país: Marcílio Dias. Refiro-me à Pulcena Dias, mãe daquele marinheiro ilustre, de feitos gloriosos na Guerra do Paraguai”, recordou, lembrando que Procela teve infância humilde, em meio à penúria, e com as consequências, à época, de ser negra. “No entanto, mesmo naqueles tempos difíceis, manteve-se retilínea, com princípios que nortearam a vida do seu filho, que veio a se destacar na Marinha do Brasil. Procela Dias foi o anjo que guiou Marcílio Dias”, apontou.
 
Stela Farias (PT) lamentou que a decisão do governo do RS, em extinguir a FEE, tenha trazido como consequência, “entre outras, o fim da PED, pesquisa de emprego e desemprego, índice que mede quem está ou não empregado na região metropolitana, e que servia de base até para a construção de programas e ações sociais. Infelizmente, após 26 anos, Sartori acaba com este índice, sob a alegação de economia – que viria com o fim de 11 fundações, mas que até agora não se efetivou. “É uma alegação pífia e burra. Até porque o governo do Estado, até o momento, não conseguiu quem substituísse o trabalho e atividades realizadas por grande parte daquelas organizações”, ponderou. Igualmente observou que também a PED mulher deixará de ser realizada. “O último levantamento, em 2017, mostrava que houve recuo em 1% da participação da mulher no mercado de trabalho da região metropolitana, algo em torno de 40 mil vagas. Números como estes deixarão de ser colhidos, assim como deixará de ser produzido conhecimento científico”, completou.
 
Pedro Pereira (PSDB) manifestou preocupação com a situação de moradores de Canguçu e São Lourenço, municípios atingidos por uma tempestade de granizo dia 27 de fevereiro. Segundo o parlamentar, o evento climático provocou o destelhamento de centenas de prédios nas zonas urbana e rural, além de ter destruído diversas lavouras. “Foi um verdadeiro desastre. Não houve óbitos, mas os prejuízos foram enormes. Já percorremos órgãos governamentais em busca de auxílio, como a Secretaria do Desenvolvimento Rural, onde conseguimos maquinário emprestado para desobstruir estradas, e a Defesa Civil, onde pedimos telhas, caixas d´água e carro-pipa”, revelou. O parlamentar criticou a postura do comando da Brigada Militar por não abrir mão de multar os proprietários de veículos que tiveram os vidros dos carros estilhaçados durante o temporal. “O mínimo que se pode esperar é que se dê um tempo para que os proprietários troquem os para-brisas. É um absurdo que exijam que os proprietários, que já tiveram sérios prejuízos, sejam obrigados a chamar um guincho para não serem multados”, apontou.
 
Tarcísio Zimmermann (PT) fez referência ao julgamento pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) do habeas corpus apresentado pelo ex-presidente Lula para que ele não seja preso após julgamento em segunda instância. Na avaliação do petista, setores do Judiciário assumem a triste tarefa de consolidar o golpe, iniciado com o afastamento da ex-presidenta Dilma Roussef. “O mesmo Judiciário que deixou Eduardo Cunha aplicar o golpe na presidente Dilma, agora permite que se prenda antes do trânsito em julgado”, lembrou. O parlamentar apontou, no entanto, que “os golpistas não podem fugir do paradoxo de Lula continuar liderando a corrida presidencial, , apesar de toda a perseguição promovida pelo consórcio midiático, parlamentar, empresarial e judicial,”. Para ele, o “fenômeno Lula” é mantido pela lembrança que a população tem dos avanços sociais e da efetiva melhoria da qualidade de vida dos mais pobres durantes os seus governos.
 
* Com Olga Arnt
 
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