COMISSÕES
Policiais civis apresentam Programa Papo de Responsa na Comissão de Direitos Humanos
Olga Arnt - MTE 14323 | Agência de Notícias - 11:00 - 21/03/2018 - Edição: Celso Bender - MTE - Foto: Ronaldo Quadrado
Diretora do DECA, Adriane Regina Costa, apresentou projeto
Diretora do DECA, Adriane Regina Costa, apresentou projeto

A Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, presidida pelo deputado Jeferson Fernandes (PT), recebeu em sua reunião ordinária, desta quarta-feira (21), grupo de policiais que falaram sobre o Programa Papo de Responsa, desenvolvido pela Polícia Civil gaúcha há pouco mais um ano. A iniciativa, que nasceu no Rio de Janeiro, já atingiu mais de 32 mil jovens gaúchos de escolas de Ensino Fundamental e Médio, públicas e privadas.

O programa, que tem caráter preventivo, promove conversas sobre temas da atualidade, como violência, drogas, bullying, uso da Internet e mediação pacífica de conflitos. A diretora da Delegacia Especializada da Criança e do Adolescente (DECA), Adriane Regina Costa, explicou que o Papo Responsa utiliza metologia diferenciada, permitindo uma aproximação maior entre Polícia Civil e sociedade. A aceitação do programa levou a instituição a realizar três cursos para formar multiplicadores para atuar no Interior do Estado num período de 15 meses.

O policial Roberto Chaves, um dos criados do programa no Rio de Janeiro, contou como nasceu a iniciativa. “Na minha segunda operação policial, depois de horas de confronto, três meninos morreram. Todos eles com o mesmo perfil: negro, pobre e morador da periferia. Alguns policiais que participaram tiveram orgulho pela missão cumprida. Outros demonstraram indiferença. E eu tive inquietude e necessidade de fazer alguma coisa diferente para que nós, policiais, não ficássemos repetindo a lógica dos capitães do mato, que é correr atrás de negros nas favelas”, relatou.

O programa começou na escola que Chaves frequentou, onde ele era conhecido não por ser policial, mas como ex-aluno; “Começamos a conversar sobre drogas. E não paramos mais. Nossos embaixadores são os professores. Começamos conversando com a direção das escolas e só com sua autorização damos continuidade ao programa. Em tempos de Marielle, que participou conosco de alguns encontros, levantar essa voz é fundamental”, frisou.

Chaves considera que o Papo de Responsa promove a aproximação “das pessoas com as pessoas”. “O que fazemos é relacionamento humano a partir de uma escuta aguda, o que nos permite dialogar sobre a vida – a nossa e a deles”, revelou.

Alunos, professores e direção da Escola Estadual de Ensino Fundamental Gomes Carneiro, primeira a participar do programa do Rio Grande do Sul, falaram de sua experiência, que já virou um documentário com a participação de toda a comunidade escolas em todas as fases de produção.

Participaram da reunião, os deputados Jeferson Fernandes (PT), Manuela d Ávila (PCdoB), Lucas Redecker (PSDB) e Missionário Volnei (PRB).

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