SEGURADORAS VEICULARES
CPI ouve leiloeiras e presidente do Sindicato dos Corretores
Olga Arnt - MTE 14323 | Agência de Notícias - 08:30 - 27/03/2018 - Edição: Vicente Romano - MTE 4932 - Foto: Marcelo Bertani

Quem compra um veículo acidentado por R$ 15 mil, cujo custo do conserto gira em torno de R$ 27 mil, totalizando R$ 42 mil, enquanto o preço médio do mesmo modelo no mercado nacional, segundo a Tabela Fipe, é de R$ 29 mil? O questionamento foi feito pelo presidente da CPI das Empresas Seguradoras Veiculares, Enio Bacci (PDT), durante a oitiva das representantes da empresa Pestana Leilões, realizada na tarde desta segunda-feira (26) na Assembleia Legislativa.

De acordo com o parlamentar, uma das hipóteses é que são adquiridos (estes acidentados) para que os documentos e chassis sirvam para “esquentar” veículos roubados. “Precisamos saber quem e com que finalidade veículos com estas características são adquiridos”, frisou, ao apresentar o levantamento de preços realizado pela comissão parlamentar em inquérito.

A leiloeira Liliane Virgínia Permeggiane revelou que a Pestana Leilões, que atua há 35 anos no mercado, é a única que trabalha com veículos sinistrados no Rio Grande do Sul. Sua cartela de clientes engloba as principais seguradoras que atuam no estado, com exceção da Sulamérica e da Liberty Seguros. Vende, em média, 2500 veículos sinistrados e retomados por mês e tem em seu pátio cerca de nove mil veículos.

Ela falou sobre os procedimentos que a empresa realiza, da remoção dos veículos até a liberação para leilão. Esclareceu que a classificação de danos e a transferência dos veículos sinistrados (do proprietário para a seguradora) são realizados pelo Detran de São Paulo.

Prática de mercado
O presidente do Sindicato dos Corretores de Seguros do Rio Grande do Sul, Ricardo Pansera, que também depôs nesta segunda-feira, afirmou que é comum as seguradoras orientarem seus clientes a procurarem oficinas credenciadas. “É uma prática comum. As seguradoras têm um leque de oficinas credenciadas de padrão técnico reconhecido. Isso demonstra a responsabilidade que têm com a qualidade e o custo dos serviços”, ressaltou.

 Questionado pelo presidente da CPI, ele afirmou que desconhece casos em que o corretor tenha sido descredenciado por não encaminhar seus clientes para oficina credenciada. Bacci, por sua vez, lamentou que apenas 2% das oficinas gaúchas sejam credenciadas pelas seguradoras. Ele considera que o consumidor tem o direito de recorrer à oficina de sua preferência sem ser induzido ou sofrer pressão.

O presidente afirmou ainda que, na atual fase dos trabalhos da CPI, as investigações se concentram na relação entre os proprietários e as seguradoras. Na fase seguinte, as empresas seguradoras terão a oportunidade de esclarecer denúncias de prática de possíveis irregularidades e apresentar o contraditório.

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