SESSÃO PLENÁRIA
Pronunciamentos na tribuna nesta quarta-feira
Celso Luiz Bender - MTE 5771 | Agência de Notícias - 17:10 - 04/04/2018 - Edição: Sheyla Scardoelli - MTE 6727 - Foto: Marcelo Bertani
Altemir Tortelli também homenageou os 100 anos de Erechim
Altemir Tortelli também homenageou os 100 anos de Erechim

Confira o resumo dos pronunciamentos dos deputados durante o período das Comunicações da sessão plenária do Parlamento gaúcho desta quarta-feira (4). A íntegra das manifestações pode ser ouvida no endereço www.al.rs.gov.br/legislativo, em áudios das sessões.

O deputado Altemir Tortelli (PT) igualmente ocupou a tribuna para prestar homenagem aos 100 anos do município de Erechim, destacados no período do Grande Expediente Especial da sessão plenária de hoje. “Agradeço este espaço para que eu possa me somar a este registro, eu, que há 53 anos nascia na localidade de Ponte Preta, então pertencente ao município de Erechim”, recordou. Tortelli citou lembranças e momentos vividos na cidade, enumerando estabelecimentos comerciais, ruas e instituições de saúde e de ensino, que marcaram sua vida. “Fica o meu abraço àquela comunidade, à qual igualmente agradeço pelos votos que recebi. Meu abraço e agradecimento, igualmente, a todos os segmentos ligados à cidadania e desenvolvimento desta cidade acolhedora. Afinal, trata-se da Capital da Amizade”, ressaltou.

A deputada Manuela d Ávila (PCdoB) iniciou sua manifestação na tribuna observando que o dia de hoje, 4 de abril de 2018, é muito importante para o Brasil. “Já foi dito que neste mês, no país, existem dois partidos: aqueles que são Tiradentes e os que são Silvério dos Reis; aqueles que defendem o Brasil, o nosso povo e nossa liberdade, e os que defendem interesses de outros, daqui e de fora do país”. Segundo ela, o tempo é de profundas e imensas ameaças à liberdade. "Em 2016 tivemos nosso direito de livre escolha rasgado com o impedimento da presidenta Dilma, por um golpe, que igualmente nos tirou o direito de escolher que país queremos”, apontou. Neste dia, prosseguiu, o STF reúne-se para definir se seguimos a Constituição ou não. “A Carta de 88 surgiu após momento de ebulição social, após duas décadas de ditadura, que matou brasileiros. Ela é a garantidora das nossas liberdades. Assim, o STF analisa hoje se consideramos a Constituição como a Carta maior ou não, porque a presunção de inocência está garantida ali. E não estamos falando só de Lula. Agora é ele; amanhã pode ser qualquer cidadão. O que poderá acontecer com os mais pobres, jovens negros? Muitos já atrás das grades sem julgamento. Desta forma, a data de hoje é para que fiquemos atentos sobre os rumos do país”, advertiu.

Zé Nunes (PT) igualmente tratou do tema. “O Brasil vive, hoje, um dia importante. O desfecho do STF ficará na história, com consequências por décadas. O que a Corte julga não é só a situação de Lula, se vai ser preso ou não. Na democracia, a presunção de inocência e o respeito à liberdade são fundamentais. Óbvio que é preciso uma reflexão sobre o sistema judiciários, sua morosidade; sobre o rito judicial no país, até porque não podemos aceitar o que aconteceu com Paulo Maluf, alguém que comete, há décadas, crimes de corrupção e que só venha a responder no final da sua vida, quando não tem mais sequer condições físicas de preso. Isso também não queremos”, ponderou. No entanto, alertou, não se pode, por conte de um rito processual demorado, haver o desrespeito à Constituição, “nos colocando em posição de aceitar que uma pessoa possa ser condenada quando não há provas contundentes. Quantos, condenados em segunda instância, conseguem provar, depois, sua inocência?”, questionou. Para ele, a Constituição, construída com sangue e vida de muitos brasileiros, deve ser respeitada.

O deputado Zé Nunes voltou a tribuna para tratar de mais dois temas. Primeiro, informou sobre a realização de audiência pública, na manhã desta quarta-feira, que tratou das micro e minigerações de energia, realizada pela Frente Parlamentar presidida por ele, com a presença de representante da Cemig, de Minas Gerais, que apresentou a um conjunto de universitários, empresas e empreendedores ligados à área de fontes renováveis avanços neste segmento naquele Estado. Para ele, não há, no RS, só a crise financeira mas sim, e em especial, “uma crise de protagonismo e criatividade. É na dificuldade que se criam as alternativas”, apontou. Citou mobilização, da qual esteve à frente, que culminou na instalação no mais parque eólico da América Latina, em Santa Vitória do Palmar e Chuí. Ainda conforme Zé Nunes, a provável privatização da Eletrobras, provavelmente a ser comprada por chineses, poderá comprometer o desenvolvimento da área. Por fim, informou a mobilização popular que será realizada no final do dia, nas ruas do país, por parte da Frente Brasil Popular, em repercussão ao julgamento do STF.

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Grande Expediente Especial em Homenagem ao Centenário de Erechim

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