TRIBUNA
Pronunciamentos na tribuna nesta terça-feira
Francis Maia* - MTE 5130 | Agência de Notícias - 16:45 - 10/04/2018 - Edição: Sheyla Scardoelli - MTE 6727 - Foto: Wilson Cardoso
Juliano Roso foi um dos parlamentares que ocuparam a tribuna nesta terça-feira, 10 de abril
Juliano Roso foi um dos parlamentares que ocuparam a tribuna nesta terça-feira, 10 de abril

Confira o resumo dos pronunciamentos das deputadas e deputados durante o período das Comunicações da sessão plenária do Parlamento gaúcho desta terça-feira (10). A íntegra das manifestações pode ser ouvida no endereço www.al.rs.gov.br/legislativo , em áudios das sessões.

A prisão do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva levou o deputado João Fischer (PP) à tribuna, onde afirmou que agora “começa um novo ciclo no país”. Desde a redemocratização, dos quatro presidentes eleitos de forma direta, “dois sofreram impeachment e um está preso”, relatando os expedientes utilizados por Lula antes da prisão, no Sindicato dos Metalúrgicos em São Bernardo do Campo. “Presenciamos um grande líder brasileiro usar de seus companheiros metalúrgicos como escudo humano para não se entregar à Justiça”, afirmou. Refutou os argumentos do ex-presidente, no sábado, de que é perseguido político, “então o Judiciário brasileiro é órgão repressor político”, ponderando que a corrupção começou em sua administração. Mesmo repetindo que a prisão aconteceu sem provas, “foi condenado por 15 magistrados”, explicando que Lula não é um preso político mas “um político preso”. Classificou de vitimização os atos praticados pelo ex-presidente desde a última quinta-feira, dia 5, quando foi decretada a prisão e ele se refugiou no Sindicato dos Metalúrgicos “para tentar criar um mito de sua imagem”. Conforme o parlamentar, “talvez tente ser um Mandela, mas ele está mais para Hitler”. Reafirmou que Lula é um criminoso e afirmou que “a impunidade não tem mais vez porque a lei deve ser igual para todos”.

Sobre o mesmo assunto, o deputado Adão Villaverde (PT) disse que foi “um dos mais tristes e dramáticos episódios humanos da história do nosso país, a injusta e cruel prisão do presidente Lula, maior líder político deste país depois da democratização, reconhecido internacionalmente”. Repudiou a negativa de visita hoje (10) a Lula de governadores do país, o que caracterizaria a sua prisão política. “Sofre perseguição cruel no seu quarto dia de cárcere, de forma desumana, implacável”, afirmando que o ex-presidente foi vítima de perseguição política de seus inimigos através de lawfare “como nunca foi feito”, acusando o uso de métodos fascistas para “calá-lo, destruí-lo e humilhá-lo, e apagar sua história humana”. Referiu, ainda, que quando denunciou o golpe em 2016, foi “um terceiro turno sem urnas” que promove ataque aos trabalhadores numa aliança parlamentar, judiciária, midiática e empresarial, “muitos diziam que era retórica política”. Agora, afirmou, “enganam-se aqueles que pensam que este estado totalitário pode ter seus limites estancados de forma natural”, prevendo a necessidade de organização dos democratas para enfrentar esta conjuntura que estabelece uma relação fascista à sociedade.

O deputado Frederico Antunes (PP) tratou da venda de ações do Banrisul, hoje (10), questionando o líder do governo, deputado Gabriel Souza (PMDB), a respeito das motivações e objetivo do ato. Mas destacou que o banco, na sexta-feira, “anunciou que não estaria mais disponibilizando para o mercado a parte que oferecia, e hoje mudou o propósito”, comentando que se tratam de “ações de um banco público”. "Dentro das atribuições da Assembleia está o questionamento de agentes públicos que atuarão em instituições financeiras", registrou, sugerindo uma oitiva nos próximos dias da direção do Banrisul pela Comissão de Finanças, Planejamento, Fiscalização e Controle, “para sabermos um pouco mais sobre o que foi feito e a projeção do futuro”. Sobre o pronunciamento que o antecedeu, do deputado Villaverde, comentou que o assunto está a cargo das autoridades judiciais do Paraná e o assunto não cabe aos parlamentares, mas à Justiça.

O deputado Gabriel Souza (PMDB) anunciou que o governo do RS arrecadou aproximados R$ 485 milhões com a venda de ações preferenciais do Banrisul, “recursos que ingressaram nos cofres do Executivo em mais uma ação da gestão Sartori na busca do equilíbrio das contas públicas. Historicamente, o Estado gasta mal, em áreas não essenciais à coletividade”, apontou. O parlamentar, líder do governo na AL, lembrou que o RS gasta 72% do que arrecada com o serviço da dívida e folha de pagamentos, restando muito pouco para atender a sociedade naquilo que ela mais se ressente. E esta situação do Rio Grande do Sul ficou agravada a partir das terríveis crises de 2015 e 2016, resultantes dos governo petistas, que também gastaram mal, com reflexos na atualidade”, ponderou. Insistiu em registrar o esforço da administração Sartori em equilibrar as contas e “esta Casa, a Assembleia, é protagonista ao aprovar legislação e ações que colaboram neste sentido”, sublinhou. Fez questão de frisar que não houve a decisão de venda de ações ordinárias, que dão direito a voto, pelos valores baixos, aquém do desejado. “A opção foi a venda das ações preferenciais, aliás método já colocado em prática pelos governos federais do PT no caso do Banco do Brasil”, comparou.

O deputado Juliano Roso (PCdoB) disse que se manifestava para registrar o absurdo, segundo ele, cometido pelo governo Sartori que, com uma mão extinguiu a FEE (Fundação de Economia e Estatística), e, com outra contrata uma empresa privada para realizar os trabalhos, “mas sem a qualidade e dedicação dos especialistas da FEE, mas pelo dobro do preço”, acusou. Lembrou que parte da sociedade comemorou a atitude do governo à época, em extinguir estatais, diminuindo o Estado. “No entanto, agora a realidade está aí. Esta gestão troca a história e a expertise da fundação, em atividade desde 1971, por empresa sem a mesma capacidade, mas com valores dobrados em relação àquilo que gastava com o corpo de servidores da agora extinta FEE”. Disse que deixava um alerta: “isso que aconteceu com a FEE vai ocorrer com outras empresas, como a Corag, por exemplo, o que é lamentável e inexplicável”, considerou.

deputada Stela Farias (PT) disse que não falaria naquele instante sobre a prisão “arbitrária do presidente Lula, reconhecida internacionalmente, algo que vamos retomar noutro momento, mas que sempre será pauta nossa. Trato aqui deste processo de destruição do Estado pelo governo Sartori”, destacou, referindo-se à extinção da FEE e contratação de empresa privada para substituí-la. “A gestão desastrosa de Sartori, do PMDB e seus aliados, se utilizou deste momento em que prendiam Lula para publicar edital contratando empresa - de amigos do governador - por R$ 3,5 milhões ao ano, valores muito superiores ao que gastava com a FEE. Se era a desculpa para acabar com a fundação, o discurso caiu por terra. Não se tratar de modernizar coisa alguma, mas sim a simples negociata com a iniciativa privada”, sublinhou. Igualmente criticou a decisão do governo em vender ações do Banrisul “no afogadilho, no final de um governo que insiste em dizer que o Estado está quebrado, mas que estampa nos jornais, nas últimas semanas, a liberação de recursos para várias obras. Na realidade, busca arredondar suas contas às vésperas da eleição, para jogar mais recursos à iniciativa privada, que vai devolver, obviamente, com gordas contribuições, ilegais, provavelmente, de campanha”.

Logo após o encerramento das votações desta tarde, o deputado Zé Nunes (PT)** ocupou a tribuna para criticar a intenção anunciada pelo governo do Estado de vender ações no Banrisul.. Segundo o petista, que preside a Frente Parlamentar em Defesa do Banrisul Público, o governo Sartori age para enfraquecer, esquartejar e vender o banco aos pedaços. Apresentou como exemplo “a entrega do Banricartões”, que, em sua opinião, é “mais uma paulada” na instituição. O deputado afirmou ainda que o Banrisul é viável, dá lucro e representa um “importante instrumento para fomentar o desenvolvimento do Estado”. No entanto, este potencial, conforme Zé Nunes, é desprezado pelo atual governo, que se rendeu à lógica do mercado. “Sem ter conseguido assumir o protagonismo do desenvolvimento do Rio Grande do Sul, o governo Sartori, no apagar das luzes, repete o discurso de uma nota só: vender o patrimônio dos gaúchos. Mas, como não tem votos suficiente na Assembleia legislativa para aprovar a realização do plebiscito para a privatização das estatais, trabalha para entregar o patrimônio aos poucos”, denunciou.

* Colaboração de Celso Bender
** Atualizado às 18h30

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