CPI DAS EMPRESAS SEGURADORAS VEICULARES
Representantes de reguladoras de sinistros são ouvidos na CPI
Letícia Rodrigues - MTE 9373 | Agência de Notícias - 20:42 - 24/04/2018 - Foto: Marcelo Bertani
Oitivas foram conduzidas pelo deputado Enio Bacci
Oitivas foram conduzidas pelo deputado Enio Bacci
Os integrantes da CPI das Empresas Seguradoras Veiculares ouviram, no fim da tarde desta terça-feira (14), cinco representantes de empresas reguladoras de sinistros que atuam na Região Sul. Eles responderam a questões sobre atuação das empresas, formação dos funcionários e relação com as seguradoras veiculares e com as oficinas reparadoras.
 
As oitivas foram conduzidas pelo presidente da CPI, deputado Enio Bacci (PDT), com a participação do vice-presidente Elton Weber (PSB) e dos titulares Sérgio Peres (PRB) e Pedro Westphalen (PP). Foram ouvidos os sócios da Sertec Reguladora de Sinistros, Carlos Alberto dos Santos Pereira, da Autotec Vistorias, Lincoln Rocha, e da Brasil Reg, Eduardo Marquezi; o gerente da Auto Reg Reguladora de Sinistros, Lenil Stelter Passos; e o regulador de sinistro da MS Vistoria, Ricardo Dorneles Pasini. 
 
Todas as empresas têm área de atuação na Região Sul, sendo que algumas também atuam em todo o país, especialmente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste. Os representantes das reguladoras de sinistros explicaram que seu trabalho é prestar serviço às seguradoras realizando vistorias in loco de veículos sinistrados nas oficinas e indicando se o veículo tem perda total ou parcial e que peças danificadas devem ser recuperadas ou trocadas.
 
Troca ou recuperação de peças
Os depoentes foram unânimes em afirmar que desconhecem a pressão de seguradoras sobre as oficinas reparadoras, já denunciada na CPI, para que, em caso de sinistro, haja, preferencialmente, a reparação das peças danificadas e, só em último caso, a troca. Eles também afirmaram que suas empresas não sofrem pressão por parte das seguradoras sobre o que deve ser recuperado ou trocado no veículo e também desconhecem a diferença de tratamento das seguradoras em relação a oficinas credenciadas daquelas não credenciadas.
 
Ainda disseram que o trabalho que desconhecem o possível uso de peças que não sejam genuínas ou originais por parte das seguradoras, lembrando que a conferência da qualidade das peças seria responsabilidade das oficinas reparadoras. Mas confirmaram que, eventualmente, se solicitada pela seguradora uma vistoria complementar do veículo sinistrado, conferem as peças já trocadas.
 
Quanto à recuperação de itens de segurança, os depoentes também foram unânimes em afirmar que eles devem ser trocades e que é isso que orientam na vistoria. Citaram como exemplos as rodas (um depoente afirmou que a única reparação indicada nas rodas seria a pintura), eixos de suspensão e air bag. Quanto às longarinas, disseram que, em alguns casos, é possível recuperar o item ao invés de trocá-lo, mas que a decisão é tomada em comum acordo entre a reguladora e a oficina.
 
Qualificação da equipe
Ao final dos depoimentos, o presidente da CPI solicitou que seja enviada ao órgão técnico a lista da equipe de reguladores de sinistro ou peritos das cinco empresas, com sua respectiva formação profissional. Durante as oitivas, nem todos os depoentes souberam informar o número exato e a formação dos profissionais que fazem a vistoria dos veículos sinistrados.
 
Presenças
Além dos parlamentares, acompanharam a reunião os representantes do Ministério Público do Estado, André Marchesan e Ricardo Herbstrith; o delegado Rafael Liedtke, da Delegacia do Consumidor; e a diretora do Procon Porto Alegre,  Maria Elizabeth Pereira; além de representação do CREA.
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