TRIBUNA
Pronunciamentos na tribuna nesta quarta-feira
Olga Arnt*- MTE 14323 | Agência de Notícias - 17:00 - 06/06/2018 - Edição: Sheyla Scardoelli - MTE 6727 - Foto: Marcelo Bertani
Nelsinho Metalúrgico, 2ª vice-presidente da AL, ocupou a tribuna por duas vezes
Nelsinho Metalúrgico, 2ª vice-presidente da AL, ocupou a tribuna por duas vezes

Confira o resumo dos pronunciamentos durante o período das Comunicações da sessão plenária do Parlamento gaúcho desta quarta-feira (6). A íntegra das manifestações dos deputados pode ser ouvida no endereço www.al.rs.gov.br/legislativo , em áudios das sessões.

Tarcísio Zimmermann (PT) criticou o “casuísmo do governo gaúcho” ao tentar mudar as regras para a realização de plebiscito sobre a venda das estatais. Para ele, a derrota do projeto do Executivo ontem (5) na Assembleia Legislativa representa “um reinício para o Rio Grande do Sul”. “A partir da derrota do governo, a sociedade terá a oportunidade de debater alternativas verdadeiras, que superem o discurso monocórdio da crise, proferido pelo governador”, apontou. Zimmermann argumentou que o governo gaúcho já vendeu parte substancial do Banrisul, mas continua atrasando o salário dos servidores e sucateando a saúde, educação e segurança. O petista fez referência também a artigo, do advogado Fábio Oliveira, que questiona o fato de o STF ter concedido habeas corpus para o empresário Daniel Dantas e Paulo Preto, operador do PSDB, e ter negado para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Quando dizemos que Lula é vítima de perseguição política e foi condenado a partir de um processo eivado de irregularidades nos apoiamos em comportamentos da Justiça como os retratados no artigo”, frisou. Ele ressaltou ainda que o PT manterá a candidatura do ex-presidente “em respeito à vontade de milhões de brasileiros que querem vê-lo eleito”.

Miriam Marroni (PT) fez referência ao Dia da Imprensa, que foi comemorado no dia 1º de junho. “Precisamos refletir sobre o papel da imprensa, especialmente, neste ambiente político passional, que ameaça o Estado Democrático de Direito. Trata-se de um papel estratégico fundamental, uma vez a atividade movimenta o comportamento das pessoas”, enfatizou. Ela defendeu que a informação deve estar a serviço do interesse público e alertou para a existência de grandes empresas que atuam no setor e, por conta de disputa de espaço no mercado, “perdem a ética e a linha”. Miriam falou também sobre a votação, realizada ontem (5), do projeto do governo que alterava o prazo para a realização de plebiscito sobre o futuro das estatais gaúchas. Na sua avaliação, a forma com que o governo pretendia instituir a consulta não era correta nem séria. “Fazer um plebiscito num ambiente de chantagem não seria correto. A Assembleia acertou em derrotar a proposta”, frisou. Miriam lembrou ainda que a posição da bancada do PT sobre o tema é histórica e conhecida: “temos uma posição ideológica que traduz o conceito de Estado que defendemos, ou seja, um Estado articulador de políticas de desenvolvimento. Consideramos que empresas do setor energético como a CEEE, Sulgás e CRM são estratégicas e definidoras de um projeto de desenvolvimento”, ressaltou.

Pedro Ruas (PSOL) também se manifestou sobre o Dia da Imprensa. O parlamentar registrou a presença de integrantes do Sindicato dos Jornalistas e da diretoria da Associação Riograndense de Imprensa (ARI) nas galerias do Plenário e elogiou a atuação das entidades na defesa da liberdade de imprensa. Filho de jornalista, Ruas sustentou que sem imprensa livre não há democracia. “A imprensa pode errar, pois não há atividade humana imune ao erro. No entanto, não há como existir democracia sólida sem imprensa livre e forte. Se há algo que a ditadura militar nos ensinou foi que sem imprensa livre não vamos a lugar nenhum, pois a população tem o direito à informação. A imprensa é e será sempre uma atividade essencial numa sociedade justa e igualitária”, finalizou.

Sérgio Turra (PP) afirmou que se somava às manifestações em homenagem ao dia da Imprensa, assinalado em 1º de junho, conforme registro do deputado Pedro Ruas (PSOL). “E o momento igualmente deve servir para lembrarmos os países onde a imprensa não é livre, como em Cuba e na Venezuela. Por certo, lá, a imprensa não pode ser homenageada”, registrou. Destacou, no entanto, que subia à tribuna para lamentar a fala do deputado Tarcísio Zimmermann (PT), “que mais uma vez esteve neste espaço para defender Lula e sua inocência. Ora, não é só Lula quem está preso, mas também Zé Dirceu, Palocci, Eduardo Cunha e Maluf, todos os que abocanharam recursos pela corrupção. De outra parte, o deputado, que já havia atacado o juiz Sérgio Moro, desqualifica a ministra Cármen Lúcia, algo que não se pode aceitar neste momento de reerguimento de importantes instituições do país”, registrou. Lembrou que Lula só é diferente dos demais diante das regalias na prisão, “que lhe foram retiradas, mas que voltaram por ação na Justiça. Não se pode mais conviver com este discurso de que Lula é a salvação do país, com as manifestações que vangloriam bandidos, ou que ressaltam corruptos de estimação. Não. O momento é de reforço às instituições que estabilizam o país”, ponderou.

Nelsinho Metalúrgico (PT) disse concordar com seu antecessor, de que não se pode aceitar corruptos de estimação. “Que não é o caso de Lula, uma vez que não cometeu irregularidades atribuídas a ele. Não há ato concreto para incriminá-lo e sofre, sim, perseguição. E não teve os mesmos espaços de defesa que outros”, citando o ministro Gilmar Mendes e suas decisões de soltar envolvidos na Lava-jato. Conforme o petista, Lula tem a confiança de mais da metade da população do país e, “numa eleição justa, será eleito presidente. Contra ele não há malas de dinheiro rodando pelas ruas, ou grandes quantias em apartamentos. O Judiciário é, sim, injusto para com os pobres. Por isso o povo o quer de volta na presidência, uma vez que os mais necessitados viviam melhor, tinham acesso aos seus sonhos. De outra parte, a burguesia reúne-se para tentar formar uma chapa de centro que mantenha privilégios, contra avanços e melhorias sociais”, citou.

Sérgio Turra (PP) retornou à tribuna para retrucar a Nelsinho Metalúrgico. “Não existe justiça para os pobres? Mas desde quando Lula e sua família, e amigos, são pobres? Lula já foi, mas desviou-se no meio do caminho, exatamente por aliar-se a figuras como Marcelo Odebrecht e outros empresários, que nunca foram pobres, ou foram?”, questionou o parlamentar progressista, acrescentando que Lula adquiriu hábitos de muitos dos que lesaram o país, "aliás algo mostrado pela imprensa, destacada aqui”, observou. Sobre ser candidato, Turra lembrou que Lula é ficha suja e que não pode candidatar-se. “Repito que não se pode mais aceitar o discurso que advoga em favor de Lula e vai contra as instituições. É importante para o país, para a sociedade e para a democracia que sejam respeitadas”, reforçou.

Ao retornar, o deputado Nelsinho Metalúrgico (PT) reafirmou que não há provas concretas contra Lula e que ele é, sim, perseguido. “Falta materialidade às provas”, insistiu. No entanto, disse que trataria da votação nesta terça-feira (5), da matéria sobre o plebiscito envolvendo empresas de geração de energia. “O governo medíocre de Sartori tentou mudar o prazo para que a consulta pudesse ser convocada, e a população gaúcha decidiria, em plebiscito junto das eleições sobre a privatização ou federalização das empresas. Foi derrotado”, sublinhou, destacando que a CEEE, Sulgás e CRM são estratégicas. Segundo ele, sem esta cortina de fumaça, agora poderá ser feito o necessário debate acerca da administração Sartori, “uma gestão que só trouxe prejuízos ao RS”, apontou.

Frederico Antunes (PP) registrou a instalação, na terça-feira (5), da Frente Parlamentar CETE Vive, a fim de evitar que as instalações Centro Estadual de Treinamento Esportivo (CETE), localizado no bairro Menino Deus, em Porto Alegre, fossem compartilhadas com o Corpo de Bombeiros para a instalação de seu centro de treinamento. Destacou a mobilização da Associação de Moradores do Menino Deus e a participação da Câmara de Vereadores de Porto Alegre no processo que culminou com o anúncio do governo de que iria procurar outra área para a academia dos bombeiros. Informou que, mesmo com essa vitória, a Frente Parlamentar irá permanecer colaborando com o CETE em suas necessidades. Também falou sobre as votações de ontem, quando foi rejeitado o projeto do Executivo que pleiteava mudança do prazo para realizar o plebiscito de venda de estatais ainda em 2018. Esclareceu que o projeto em questão tinha por objetivo modificar de 150 para 90 dias antes da eleição o prazo para a convocação de plebiscito, o que permitiria que a população fosse consultada sobre a privatização ou federalização da CEEE, Sulgás e CRM junto com as eleições deste ano. "Ouvimos muito o clamor das galerias de que isso seria contra o interesse das estatais, como se estivéssemos deliberando no momento da decisão final. Me pareceu que as pessoas achavam que quem fosse favorável ao projeto estivesse votando pela privatização, quando, na verdade, estávamos favoráveis ao chamamento do plebiscito", explicou.

* Colaboração de Celso Bender e Letícia Rodrigues

© Agência de Notícias
Reprodução autorizada mediante citação da Agência de Notícias ALRS.
© Agência de Notícias
As matérias assinadas pelos partidos políticos são de inteira responsabilidade dos coordenadores de imprensa das bancadas da Assembleia Legislativa. A Agência de Notícias não responde pelo conteúdo das mesmas.
Versão de Impressão
Sessão Plenária

PESQUISA DE NOTÍCIAS
Termo
Período
   


TV Assembleia
Rádio Assembleia
AGENDA DA ASSEMBLEIA
COMISSÃO DEFESA DO CONSUMIDOR E PARTICIPAÇÃO LEGISLATIVA POPULAR
AGENDA DA ASSEMBLEIA
» Veja mais

Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul
Praça Marechal Deodoro, 101 - Porto Alegre/RS - Cep 90010-300 - PABX (51) 3210.2000

Horário de atendimento: das 08:30 às 18:30